A mudança de posição de JES foi determinada por uma reapreciação do tema, em razão da qual se concluiu que a alteração será mais oportuna e eficaz no âmbito de uma reestruturação do sector petrolífero – esta antecedida de uma reforma do actual sistema político, a consagrar numa anunciada revisão da constituição.

O novo ordenamento político-constitucional, a entrar em vigor depois das eleições presidenciais, previstas para Jun.2009, deve contemplar a figura do Vice-Presidente, em lugar de um Primeiro-Ministro. A alteração justificará uma nova e provavelmente mais substancial remodelação governamental – ditada por outros critérios.
A Sonangol, em geral considerada “pilar financeiro do regime” e por tal razão gerida de forma pouco convencional, tem entre as suas vastas competências a de

concessionária nacional dos recursos petrolíferos. A tendência actual é a de lhe retirar tal prerrogativa, a transferir para o Estado na pessoa do Ministério dos Petróleos ou de uma agência estatal a criar.

Na mudança de posição que levou JES a protelar para 2009 “mudanças de fundo” no sector dos petróleos, foi crucial o parecer de M Vicente, que aparentemente não denotava vontade de deixar o cargo de PCA da Sonangol – pelo menos nas circunstâncias actuais, susceptíveis de associar a medida a uma despromoção.

O afastamento do anterior ministro dos Petróleos, Desidério Costa, é visto em círculos do regime como uma medida de JES destinada a facilitar o seu apaziguamento pessoal e político com figuras que se tornaram desavindas por efeito de afastamentos/marginalizações consabidamente “maquinadas” pelo mesmo.

Desidério Costa, que tem a reputação de ser dado à intriga e de cultivar tal inclinação como forma de se insinuar junto de JES, é apontado como tendo sido o “responsável” por tensões internas que levaram ao afastamento de Lopo do Nascimento, França Van Dunem e Marcolino Moco.

Fonte: Africa Monitor



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