Luanda - A falta de meios para transmitir conhecimento àqueles que têm propensão para o canto lírico ou clássico e a “pouca aposta” do Ministério da Cultura a este género artístico, são alguns dos problemas que os licenciados angolanos em música, pelo Instituto Superior de Arte de Cuba, vivenciam no país.

 Fonte: Angop

Quarteto de licenciados angolanos em música, pelo Instituto Superior de Arte de Cuba“Desde que chegamos, apenas fizemos um concerto (27 de Novembro de 2012) que foi por nossa conta. Foi difícil (…) não recebemos nenhuma ajuda”, lamentou o tenor barítono Gomes Domingo, à Angop.

 
Para si, outros entraves são a falta de apoio financeiro e moral, que também têm impossibilitado a realização dos projectos individuais e colectivos dos mesmos.

 
Apesar das dificuldades, disse ser intenção do quarteto operar na massificação da música clássica, não só em Luanda, mas em todas as províncias do país, tendo em conta que as pessoas têm um “complexo” de consumir esse género artístico.

 
“A ideia é instruir certas pessoas que já têm uma inclinação nesta área. Existem projectos, mas estamos a privilegiar o projecto colectivo que só vamos divulgar o nome dia 25 de Maio (Dia de África), caso se realize uma actividade”, aventou.

 
O tenor sublinhou ainda à necessidade de velar-se pela parte clássica, tal como faz a África do Sul, que disse ter vários estilos de música, mas não esquece a componente clássica.

 
Sobre a formação no Instituto Superior de Arte de Cuba, lembrou que a princípio foi um pouco difícil, mas com afinco diário foi possível concluir a formação e crescer artisticamente.

 
O quarteto de licenciados em Cuba é formado por Emanuel Mendes, Bruno Neto, Armando Zibungana e Gomes Domingos.



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