O responsável ressaltou o facto de a contribuição chinesa ocorrer neste período de paz, devido à sua forma diferente de trabalhar em relação aos demais países.

Segundo referiu, a presença chinesa é benéfica para Angola. "Os chineses vieram prestar a sua ajuda num momento em que Angola precisava reconstruir-se, sobretudo depois do alcance da paz, pois naquela altura o país encontrava muitas dificuldades em conseguir apoios para o processo de reconstrução nacional", enfatizou.

Correia de Barros adiantou que o CEEA realiza no próximo dia 10, quinta-feira, a sua IV Conferência, dedicada ao tema "China - Um parceiro precioso ainda que polémico e misterioso", com o objectivo de colher opiniões ligadas ao "Dossier China", e explicar e elucidar as pessoas sobre a participação chinesa no desenvolvimento de Angola e no processo de reconstrução nacional.

A escolha do tema, segundo referiu, deveu-se à actualidade e realidade que se vive no dia-a-dia de quase todas as esferas da sociedade, devido aos comentários constantes sobre o trabalho dos chineses e à sua participação no desenvolvimento da economia nacional.

"Urge a necessidade de se informar a sociedade política, económica, empresarial, diplomática e social sobre a participação chinesa em Angola, embora as pessoas tenham um certo conhecimento sobre o que é a China e a sua participação na reconstrução das infra-estruturas e da economia angolana", afirmou Correia de Barros.

"Há muito desconhecimento sobre a realidade que é a ajuda da China, quais as suas acções, o número de trabalhadores em Angola, qual o valor efectivo dessa ajuda, como se faz, se é para pagar ou não, e todos estes aspectos vão ser elucidados na conferência", acrescentou.

Para o efeito, foi convidado o ministro das Finanças, José Pedro de Morais, para detalhadamente fazer uma abordagem sobre o assunto, podendo no final as pessoas tirarem as suas ilações sobre a intervenção da China no contexto do desenvolvimento socioeconómico de Angola, e conhecerem a realidade e importância do investimento chinês em Angola.

A IV Conferência é parte de um ciclo denominado "Angola: Realidades de hoje, perspectivas de amanhã", no qual se pretende debater assuntos da actualidade perspectivando o futuro do país.

A I Conferência teve como tema "A economia angolana", a II abordou "As eleições", e a III foi dedicada a "A angolanização da indústria petrolífera".

A IV Conferência terá como público-alvo políticos, governantes, investidores, académicos, intelectuais, empresários, analistas e diplomatas.

Fonte: Angop



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