O ministro dos Transportes, Augusto Tomás, após a reunião ordinária do Conselho de Ministros, explicou aos jornalistas que a saída do actual CA da TAAG coincide com uma "refundação da empresa".

Esta decisão surge porque, explicou o governante, o CA "não logrou liderar uma evolução da empresa que resolvesse de forma incontroversa os obstáculos operativos e de segurança ligados à exclusão da TAAG do espaço aéreo europeu, que devia ter sido uma das suas principais funções".

A "refundação" da TAAG, anunciada pelo ministro, decorre do impedimento, desde Junho de 2007, de os aviões da companhia angolana sobrevoarem o espaço aéreo europeu devido a problemas de segurança.

Segundo Augusto Tomás, a empresa, "em 14 meses, perdeu cerca de 70 milhões de dólares (55,6 milhões de euros)".

Como forma de realçar a necessidade de uma intervenção, indicou que no "ranking" das companhias mundiais de aviação, das 124 que constam, a TAAG encontra-se em 122º.

Para solucionar o "grave" problema que a companhia aérea de bandeira angolana atravessa, Tomás explicou que o Conselho de Ministros, para além de fazer "cessar" funções o CA, indicou os ministérios das Finanças, da Economia e dos Transportes para nomearem um comissão de gestão para a TAAG.

Estes três ministérios foram ainda incumbidos pelo Conselho de Ministros para procederem à formação de um comité director para o Programa de Refundação da TAAG.

"As medidas tomadas pelo Governo resultam da gravidade da situação que vive a companhia aérea de bandeira de Angola", sublinhou Augusto Tomás, adiantando que é urgente que a TAAG esteja "à altura do desenvolvimento económico que Angola vive actualmente".

Para além da TAAG, que a Comissão de Segurança Aérea da União Europeia colocou na sua "lista negra" em Junho de 2007, a mesma comissão anunciou na semana passada a intenção de alargar a proibição a todas as companhias de aviação angolanas, apesar de a SonAir, da petrolífera Sonangol, ser a única que voa para a Europa de forma irregular.

Fonte: Lusa



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