Luanda - O mercado financeiro angolano conta a partir deste mês com a primeira instituição bancária resultante da entrada no país de um banco de primeira linha que tem realmente dimensão internacional, que é o inglês Standard Chartered, que desde 2010 já possuía na capital angolana um escritório de representação.

Fonte: OPais

Ao que "O País" conseguiu apurar de fonte oficial, a competente licença que permite a concretização desta operação já foi emitida pelo BNA, devendo a nova instituição chamar-se "Standard Chartered Bank Angola, S.A.".

Eventualmente e nos primeiros tempos o nome da nova instituição poderá causar alguma confusão com o "Standard Bank de Angola (SBA)", que também já tem licença e cuja origem é sul-africana.

Em termos de previsão, está neste momento tudo a ser feito para que ainda este ano o referido banco dê inicio às suas operações com a inauguração do seu primeiro balcão em Luanda, no que desde já se anuncia como sendo o grande acontecimento deste ano dos negócios locais.

Neste âmbito e embora ainda nada tenha transpirado para a imprensa, também já há algumas certezas em relação aos nomes dos angolanos que irão integrar os corpos executivos da novel instituição, que surge numa altura em que o mercado financeiro local está a ser sacudido pela entrada em vigôr do novo regime cambial para o sector petrolífero.

O novo banco que é o 23º a figurar na lista das instituições já autorizadas a exercerem comércio bancário em Angola, resulta de uma parceria que o gigante inglês da alta finança mundial estabeleceu com

a conhecida e mais antiga seguradora angolana do pós-independência, a ENSA, na sequência de laboriosas negociações que culminaram no passado mês de Fevereiro.

No que toca à constituição da sociedade, o capital social é maioritariamente detido (60%) pelo Grupo Standard Chartered PLC, representado, nomeadamente, pela Standard Chartered Holding Africa mais o Standard Overseas Holding Limited e a SCMB Overseas Limited.

O restante capital ( 40%) está repartido entre a ENSA, SA e o Grupo ENSA, EP, que é a estrutura empresarial que coordena todas as subsidiárias e as participações da seguradora noutras actividades tendo em vista a rentabilização dos seus capitais, como é norma e é recomendável na industria dos seguros.

Como se sabe, tendo em conta os pronunciamentos públicos dos seus responsáveis, a ENSA está cada vez mais apostada em rentabilizar os seus activos, por intermédio de uma presença relevante no mercado financeiro bancário, "adoptando uma estratégia de presença própria, ou através de parcerias com entidades que possam aportar o conhecimento necessário para a implementação de uma estratégia de mercado diferenciadora e bem-sucedida".

De acordo com uma nota interna a que este semanário teve acesso "o Projecto Standard Chartered Bank Angola irá juntar um dos principais bancos internacionais e a maior seguradora angolana, beneficiando de uma rede e sistemas e processos internacionais, bem como de competências locais. O Banco beneficiará os clientes angolanos, o sector financeiro e a economia através da oferta de produtos avançados e da prestação de serviços de elevada qualidade".

Segundo este jornal soube de boa fonte, não faz parte do portfólio da seguradora angolana nenhuma empresa com a designação de "ENSA-Capital" e muito menos com a composição que é referida numa informação anónima, posta a circular profusamente nos últimos dias pelos circuitos habituais da internet, com destaque para o correio electrónico (e-mail).



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