Luanda - O sector dos diamantes é o que mais se ressente em Angola dos efeitos da crise financeira e económica internacional, cujo preço de comercialização caiu mais de 40%, revelou hoje o primeiro-ministro, António Kassoma.


 
Estado está a intervir na
compra das produções de diamantes

 O governante falava aos deputados durante o plenário que serviu para interpelar o executivo sobre a crise financeira e económica internacional e os seus efeitos na economia angolana.
 
Segundo o primeiro-ministro, os projectos diamantíferos de pequena dimensão correm o risco de se tornarem “inviáveis” do ponto de vista económico e financeiro, e “insustentáveis” para a manutenção da actividade de mineração.

Em alternativa, anunciou que, o Estado está a intervir na compra das produções de diamantes enquanto os preços estiverem em baixa para permitir a continuidade das empresas produtoras.

“Para o efeito, foi celebrado um memorando de entendimento entre o ministérios da Geologia e Minas, das Finanças e o Banco Nacional de Angola para cuidar dos aspectos operacionais relativos à aquisição e alienação dos diamantes adquiridos pelo Estado”, salientou o primeiro-ministro.

Na interpelação, de iniciativa do grupo parlamentar do partido no poder, MPLA, António Kassoma informou os deputados que a queda dos preços dos principais produtos de exportação, resultará numa redução das receitas fiscais.
 
“Assumindo-se que o preço médio de exportação do petróleo bruto se situe em cerca de 35 dólares o barril, avalia-se que a receita petrolífera se reduza, em relação ao Orçamento Geral do Estado aprovado de 2009, pelo que a equipa económica do Governo continua a avaliar o impacto da sua redução”, salientou o primeiro-ministro.

Nessa perspectiva, António Kassoma considera “essencial” a observância do princípio de diversificação da economia através da introdução da vertente agro-industrial para que esta continue a crescer e permita criar mais empregos, garantindo a implementação dos projectos do sector social, nomeadamente da saúde, educação, abastecimento de água potável, energia eléctrica e saneamento básico.

“Vamos continuar a assegurar a manutenção da estabilidade macroeconómica, com a meta da inflação prevista, para este ano, de 10%, o controlo do défice público e a preservação do valor da moeda nacional, o kwanza”, frisou.

O primeiro-ministro anunciou ainda que, no quadro da implementação dos grandes programas de investimentos, o Governo está a renegociar os contratos de empreitada já celebrados para adequá-los à capacidade financeira do Estado.
“A despesa orçamentada de bens e serviços será também reduzida em 35%”, disse.

Anunciou ainda que o executivo deverá concluir até ao final do ano o diagnóstico das empresas públicas estratégicas, tendo em vista a melhoria do seu desempenho.


Fonte: Lusa



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