Luanda - Amnistia Internacional, assinalando os seis meses de prisão, criou campanha que visa exigir a libertação incondicional do activista.

Fonte: RA

Vitima dos excessos do Juiz Januário Domingos 

Faz hoje seis meses que o activista Fracisco Mapanda, também conhecido por Dago Nível Intelecto, foi condenado sumariamente a uma pena de oito meses de prisão por crime de desacato.


No dia 28 de Março deste ano, Dago protestou em pleno tribunal contra o julgamento dos 17 activistas acusados de crime de actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores, dizendo “este julgamento é uma palhaçada e os palhaços estão bem identificados”.


Para assinalar a data, a Amnistia Internacional (AI) lançou uma nova campanha para exigir a libertação incondicional do jovem.


Usando a frase “Dago poderia ser um de nós”, a AI lembra que o activista foi punido pelo simples facto de protestar contra a “injustiça” de que os seus colegas fora alvos, e apela as autoridades do país para anularem a sua condenação. Dago Nível Intelecto está actualmente a cumprir pena na cadeia de Caquila.


“O jovem activista angolano Francisco Mapanda continua detido, tendo sido recentemente espancado por guardas prisionais. Ajude-nos a apelar às autoridades angolanas para que Francisco Mapanda seja imediata e incondicionalmente liberto e que, enquanto tal não acontece, não seja sujeito a quaisquer tipo de tortura ou maus-tratos”, refere o texto da AI.


Na carta a enviar ao ministro da Justiça, Rui Mangueira, a organização refere que Dago “é um prisioneiro de consciência, preso e condenado apenas por exercer pacificamente o direito de liberdade de expressão”.


Recentemente a mãe de Dago criticou a actuação dos advogados de defesa do filho e apelou mais celeridade e profissionalismo.


Hoje o Rede Angola voltou a contactar o advogado Zola Bambi, da Associação Mãos Livres, que defende Dago, mas sem sucesso.

 



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