«Nós quando a visitamos na sexta-feira, ela tinha alguns sinais de debilidade mas encontrava-se ligeiramente abatida do ponto de vista de concentração. Voltamos para lá domingo, mas ela não nos recebeu e já não recebeu ninguém, porque estaria a sentir-se mal, o pessoal da cadeia deu-nos a conhecer que os seus níveis de pressão arterial estavam a subir e descer com frequência e tinha muitos vómitos e com muita fraqueza.» Maria da Conceição Domingas teve de ser atendida por enfermeiros da cadeia e a defesa intercedeu junto da direcção da comarca de Viana para que ela seja assistida por um médico e ou transferida para o Hospital Militar Principal.

Enquanto isso, a defesa se desdobra em demarches junto do poder judicial para obter uma clarificação sobre o processo em que foram condenados os integrantes da antiga direcção dos Serviços de Inteligência Externa.

Depois de terem feito um requerimento ao Tribunal Supremo nas vestes de Tribunal Constitucional, David Mendes disse que desta feita foi a vez do Supremo Tribunal Militar, na expectativa de que estas instituições não defraudem a justiça angolana, devendo pois tomar uma posição urgente sobre o caso.

«Isso é o que nós esperávamos que houvesse uma decisão, só que por razões até agora não justificadas esta decisão não chega.»

A reclusa que clama por uma reapreciação da sentença por parte de um tribunal de recurso observa o sétimo dia de greve de fome na cadeia da Comarca de Viana.

Fonte: VOA



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