Lisboa – Os Instrutores da Direção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), adstrita  a PGR, viram-se, recentemente forçados a interromper as investigações a volta de irregularidades ocorridas no Governo Provincial de Luanda, ao tempo da gestão do general Francisco Higino Lopes Carneiro.

Fonte: Club-k.net

Fundos desviados foram usados para a campanha do MPLA

Segundo apurou o Club-K, os investigadores do DNIAP, assim procederam depois de terem realizado um rastreios das contas do GPL, em terão dado conta de fundos que entraram para contas controladas pelo Comité provincial do MPLA de Luanda, e por sua vez, usados para campanha eleitoral deste mesmo partido, para pagamento dos seus fiscais eleitorais.

 

Diante desta “descoberta”, os magistrados sentiram-se de mãos atadas, sem ter outra opção senão interromper as investigações para poderem realizar consultas junto dos seus superiores hierárquicos, e estes por sua vez pontualizarem o Presidente da República, a quem o Procurador Geral da República, responde depende estatutariamente.

 

A interrupção a volta desta investigação levou a PGR a recuar na diligencia que previa a detenção de duas funcionarias do GPL, Ilda Maria Jamba e Bernadeth Guimarães Teixeira Dalva Rodrigues, tidas como cúmplices de Higino Carneiro. Ambas chegaram a ser convocadas para se apresentarem na PGR, em que seriam decretas as suas prisões preventivas. Ao mesmo tempo,  a PGR devolveu-lhes os passaportes que estavam confiscados.

 

As investigações as contas do GPL começou das bases e previam chegar ao “top”. O general Higino Carneiro nunca foi formalmente ouvido devido as imunidades parlamentares, mas toda a investigação recai a sua volta por ser ele quem homologava as transgressões que envolvem as duas senhoras que eram suas subordinadas.

 

Carneiro que inicialmente estava a socorrer-se no antigo Presidente José Eduardo dos Santos para saber como deveria se posicionar, revela-se agora mais confiante, havendo informações de que terá enviado recados manifestando a sua disponibilidade para eventual esclarecimento, caso seja esta a vontade das autoridades judiciais.

 

A sua “disponibilidade” é agora acompanhada de rumores segundo as quais o mesmo não vê problemas em explicar as autoridades judiciais de que durante a campanha eleitoral, o mesmo na sua então qualidade de primeiro secretario provincial do MPLA, despachava os assuntos correntes do partido com o antigo Vice-Presidente do maioritario, João Lourenço e não com José Eduardo dos Santos que estava fora da campanha eleitoral.

 

Até ao Direção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), ainda não se pronunciou publicamente sobre estas informações que correm em Luanda, que dão conta que os seus investigadores interromperam os trabalhos por se confrontarem com dinheiros desviados do GPL, usados para a campanha eleitoral do MPLA.

 

 



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