Lisboa – De entre as principais agencias de inteligência existente no país, o Serviço de Inteligência Externa (SIE) é o órgão que esta a ser abalado por contestação por conta de recentes remodelações que desagradaram os seus  funcionários. O assunto está a ser acompanhado por um debato rácico por se considerar que a nova direção nomeou quadros dando preferência aos de tenaz de cor mais clara.

Fonte: Club-k.net

De acordo com a cronologia dos “factos”, os afastamentos no SIE sucederam-se depois de o novo director-geral, general José Luís Caetano Higino de Sousa “Zé Grande” (na foto)  ver rejeitado por parte do Presidente da República, uma proposta que visava o afastamento do seu “adjunto”, o tenente-general Azevedo Xavier Francisco “Xavita”. Para o seu lugar, o DG  do SIE pretendia ver nomeado Henriques Kikas (mestiço) , que desempenha o cargo de chefe da Direcção América e Oceânia da instituição.


Num claro sinal de distanciamento institucional com o seu adjunto, o Director-Geral exonerou Arlindo Salombongo, das funções de director de gabinete do DG adjunto, Azevedo Xavier Francisco despachando-o em comissão de serviço para a embaixada de Angola no Gana.


Esta semana foi nomeada uma nova Chefe do Gabinete de Estudos e Planeamento, Teresa Maria Ramos Nóbrega Teixeira em substituição de João Maria Teixeira Fortes.


Teresa Maria Ramos Nóbrega Teixeira (igualmente mestiça) que andava afastada foi no passado a   Directora de Gestão dos Recursos Humanos, “da era Miala”, e notabilizada por ter declaro  em tribunal em desfavor ao antigo patrão da secreta externa, Fernando Garcia Miala. 


A sua recente reabilitação  foi acompanhada com a missão que lhe foi dada a semanas  para dirigir um trabalho de inspeção junto aos funcionários que estão em comissão de serviço nas missões diplomáticas. No fim da missão,  Teresa Teixeira   produziu um relatório de avaliação que resultou na exoneração e subsequente regresso a Luanda de mais de 30 funcionários colocados nas antenas diplomáticas.


As recentes exonerações,  segundo apurou o Club-K, provocou contestação uma vez que estes funcionários (com 10 ou 20 anos de casa) foram substituídos por inexperientes quadros (de tenaz clara), gerando igualmente  reparos de incumprimento com as normas estabelecidas pelo regime de especial de segurança.


De acordo com pesquisas,  os novos admitidos são na sua maioria oriundos do ministério da Defesa Nacional, onde trabalhou o novo director-geral, general “Zé Grande”. Por outro lado, uma denuncia posta a circular no seio dos operativos - que o Club-K teve acesso -  alude  que nestas nomeações para além de constar “filhos de amigos” também constam “sobrinhos do novo director”, uma “irmã da sua Secretária” e pessoas “muito próximas ao Futuro Director de Gabinete Mário Simão”.

 



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