À
SUA EXCELÊNCIA PRESIDENTE
DA REPÚBLICA, DR. JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO
LUANDA


CC DO: PRESIDENTE DA ASSEMBELIA NACIONAL
PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA JUDICIAL
CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO MINISTÉRIO PÚBLICO
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS
MINISTÉRIO DO INTERIOR
JUIZ PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL MILITAR
PROCURADOR - GERAL DA REPÚBLICA PARA ESFERA MILITAR
INSPECÇÃO- GERAL DA ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO

Sou Francisco Yoba Capita, Presidente do Conselho de Administração do grupo Delta-Angola. Uma empresa de direito angolano que actua nos ramos dos Transportes e Logística, Construção Civil e Obras Públicas, Segurança Pessoal, Patrimonial e Escolta de Valores, Petróleos, Agricultura, Hotelaria e Turismo, Pescas e Ambiente, Saúde e Educação.


Venho através desta expor e denunciar actos de corrupção que envolve o coronel José Suana colocado na Unidade de Guarda Presidencial (UGP) e do Procurador-Geral Adjunto da República junto do Serviço de Investigação Criminal de Luanda, Beato Manuel Paulo.


Em 2017, o DR. João Lourenço, na condição de candidato às eleições presidenciais já apelava no comício de massas a intenção de combater a corrupção, o nepotismo, a impunidade e tráfico de influências.


Nesta altura, muitas pessoas que delapidaram o erário público começavam a movimentar avultadas somas em dinheiro para parte incertas para o enriquecimento sem causa e fim de evitar a justiça.


Muitos ainda não quiseram constar valores conseguidos de forma duvidosa à carta de declaração de bens, cuja lei obriga os gestores públicos a fazê-lo.


É nesta altura que a minha empresa de escolta de valores (Divisão Seguranças) é contactada pelo senhor coronel José Suana para transporte de caixas de dinheiro que haviam sido armazenados em contentores de 20 e 40pés, um total de seis contentores, sendo dois de 40 pés com blocos de notas de cinco mil kwanzas, um de 40 pés, com notas de 500 kzs, um de 20 pés com notas de mil kwanzas e dois de 20 pés com notas de dois mil kwanzas.


De referir ainda que parte dos valores que Vossa Excelências estão a procura encontra-se com este coronel e fora do circuito financeiro.


Não se sabe ao certo o valor exacto contido naquelas caixas, mas o contrato para a escolta de valores estava avaliado em 300 milhões de kwanzas.


O coronel José Suana, não podia mexer naqueles valores para não levantar suspeitas, uma vez que ele era um dos responsáveis da UGP (grupo de avanço) que movimentava grandes somas de dinheiro em nome da casa da segurança da Presidência da República

O aludido coronel aproveitava das suas para desviar parte dos valores e investir em fazendas nas províncias de Benguela e Cuanza Sul.

Querendo fazer-se passar por empreender honesto, José Suana solicitou a mim um empréstimo na ordem de 400 milhões de kwanzas que seria amortizado no prazo de um mês e acrescido a uma taxa de juro.


Por falta de disponibilidade financeira na altura, recorri a alguns parceiros para realização deste negócio tendo eu entregado para penhora, várias viaturas top de gama, na confiança de que ao fim do prazo acordado o senhor coronel me restituiria os valores e os respectivos juros, conforme os anexos.


Entretanto, isso não veio a aconteceu... as negociações para a resolução do problema acabou por envolver o Procurador-Geral Adjunto da República, Beato Manuel Paulo, que tenta a todo custo tirar dividendo de ambas as partes, ou seja: receber parte do dinheiro que o coronel deve para o seu benefício e chantagear-me para não mais cobrar porque segundo ele, o negócio não foi transparente.


Levanta-se logo a suspeitas que o procurador terá recebido cinquenta milhões de kwanzas do no sentido de garantir a proteção jurídica do maquiavélico coronel


O Procurador-Geral Adjunto da República junto do SIC Luanda, Beato Manuel Paulo, alega ser “testa de ferro” do Procurador-Geral da República, General Hélder Pita Grós e que está aí para defender os seus interesses e caprichos.


Aliás, desde que assumiu o cargo, este magistrado junto do SIC Luanda, tem vindo a chantagear várias pessoas, mandando bloquear contas bancárias a troco de “gasosa” e proferindo ameaças de morte.


O Caso mais recente aconteceu com duas cidadãs que têm as contas domiciliadas e bloqueadas no BPC com avultadas somas de valores, conforme o “fac-simile” elas são amaçadas de morte para não porem o caso na imprensa.


Estamos a falar de Cássia Manuela da Costa Macedo António e Lídia Jerónimo Quinepangue. Estas senhoras alegam em carta dirigida ao Procurador-Geral da República, general Hélder Pitta Grós que o procurador e Beato Manuel Paulo inicialmente se predispuseram a ajudar na resolução do problema.


Só não aconteceu, porque o procurador Beato Manuel Paulo solicitou a gasosa de cem milhões a senhora Cássia e 400 milhões de kwanzas a senhora Lídia, sob pretexto de que iria partilhar os valores com o digníssimo Procurador-Geral da República.


As senhoras em causa fizeram resistência até porque alegam que os valores em causa não são seus. Em face disso, as senhoras tem vindo constante mente a receber ameaças de morte proferidas pelos senhores Serafim Coelho, Zé Maria Tchimbaca e Domingos Serafim, todos amando de Beato Manuel Paulo.


Beato Manuel Paulo julga-se dono de tudo e todos. Até as magistradas têm sido molestadas. Há casos de assédio sexual que muito recentemente envolvia a magistrada Cláudia Araújo, aquém o procurador solicitou-a um encontro de trabalho no Hotel Victoria Garden.


Diante desta situação, Solicitamos a intervenção dos órgãos afim para travar os intentos dos respectivos senhores e seus correligionários que tem vindo a manchar a boa imagem da Procuradoria-Geral da República e dos seus altos dirigentes.


Luanda, aos 08 de Janeiro de 2019.

O signatário
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