Luanda - Como tinha mesmo de ser, a UNITA vai dedicar o ano de 2019 à consagração da memória do seu Presidente fundador, o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Trata-se de uma figura histórica que marcou o seu tempo com ideias e feitos singulares.

Fonte: Club-k.net


O Dr. Jonas Savimbi era um grande mobilizador de massas e um educador de quadros, não se conhecendo paralelo com nenhum outro líder africano. Foi assim que conseguiu mobilizar para a UNITA angolanos de todas as classes sociais, de Cabinda ao Cunene.


Quando nos países menos desenvolvidos estava na moda depender de uma potência estrangeira e fazer dos países meras colónias dessas potências, ele teve a coragem de falar da independência total de Angola, ideia que introduziu na designação da UNITA, a organização que ele criou.


Ao longo da sua luta política, o Dr. Jonas Savimbi teve os aliados que a sua astúcia e os condicionalismos internacionais da sua época permitiram que tivesse e à dada altura teve do seu lado o apoio e a admiração da maior parte dos líderes e países do Mundo. Hoje, a História provou que nunca foi lacaio de nenhum dos aliados que ele teve.


Visionário, desde o início da sua luta, o Dr. Jonas Savimbi defendeu uma Angola una, livre, democrática e igual para todos. Tratava-se de um projecto de sociedade que se opunha ao projecto dos seus adversários de então que entendiam que deveríamos ser um país de partido único, comunista, de economia centralizada e vassalo do internacionalismo encabeçado pela União Soviética. Para eles, o país era a República Popular de Angola. Felizmente para todos nós, hoje, a História está aí para provar que o projecto de sociedade por ele defendido é que está a vingar em Angola.


Perante a sua grandeza, os seus adversários sempre lutaram pela eliminação física dele e daqueles que o apoiavam. Além disso, acreditavam que sem ele, a UNITA desapareceria muito rapidamente. Mataram o Homem, mas – como ao longo da sua vida ele tinha feito escola – não conseguiram matar as suas ideias, muito menos a organização que ele criou, pois essa continua de pé e sempre pronta a defender os angolanos.


Por isso, a Direcção da UNITA faz bem em transformar o ano em que vai acontecer o funeral do seu líder fundador no ano da consagração da sua memória. As grandes figuras históricas nunca são esquecidas. Merecem uma honra e uma glória que ultrapassa a dimensão do seu país. Queiram ou não os seus antigos adversários, com ou sem funerais de estado, é assim que vai acontecer com o Dr. Jonas Malheiro Savimbi.

 



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