Lisboa – Funcionários do Tribunal Supremo admitem estar a ter dificuldades em fazer chegar uma notificação às mãos do ministro das relações exteriores,  Manuel Augusto, de forma a que o mesmo possa dar a sua versão quanto a providencia cautelar (processo 118/19) que pede a suspensão do último Concurso Público lançado pelo MIREX.

Fonte: Club-k.net

O Tribunal Supremo tem preparado a notificação há mais de 8 dias e até ao momento não conseguiu notificar a direção do MIREX. Na quarta-feira (15), um oficial de diligência foi até a sede deste departamento   governamental  para fazer a entrega pessoal da notificação mas foi-lhe comunicado que o ministro não se encontra no país ficando o compromisso de que o ministério telefonaria ao Tribunal tão logo que o governante regressasse  da viagem de  serviço.


O referido processo está a ser analisado pela câmara do câmara do cível, do Supremo. Porém, foi levantando no passado dia 18 de Março pela Associação de Diplomatas de Angola (ADA), que reclama ter havido no concurso de ingresso, “graves irregularidades” e interferências das chefias deste departamento governamental que "prejudicam gravemente os funcionários em geral".


Sobre o assunto em causa, o veterano jornalista Ilídio Manuel lembra ter também denunciado nas redes sociais a falta de transparência no concurso público para o provimento de vagas no Ministério das Relações (MIREX). Dizia, ele que “havia laivos de nepotismo naquela casa que tem à testa o ministro Manuel Augusto.”


“Felizmente, o Jornal de Angola traz este assunto à tona na sua edição de hoje. Por que não anular o concurso e recomeçar o processo? Será necessário criar uma comissão multi-sectorial a fim de conferir maior credibilidade ao concurso, à semelhança do que se regista com a escolha da 4.ª operadora de telefonia móvel?”, questiona o antigo editor do extinto Semanário Angolense.


O caso de Hitler Samussuku


O activista Hitler Samussuku também participou no concurso público tendo verificado anomalias que põem em causa a seriedade do processo. Segundo apurou o Club-K, os seus documentos foram aprovados - on line - e confirmados de forma presencial no dia 3 de Maio, tendo sido entregue uma ficha com o número 1489 como comprovativo para participar no exame. Mas na noite do dia 14 de Maio, uma amiga ligou-lhe para dizer que o seu nome foi excluído alegadamente pelo requerimento. Nos dois processos anteriores de apuração (on line e presencial) o requerimento foi dado como válido. Samussuku concorria na categoria de Adido (carreira Diplomática) por ser licenciado em Ciência Política. Seu nome saiu apurado em todas as listas até que finalmente foi retalhado 24h antes da data dos exames, realizados no 15 de Maio no Instituto Venâncio de Moura.

 



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: