Lisboa - A assembleia geral foi uma prova clara da clivagem que existe entre os quatro acionistas da operadora angolana de telecomunicações. A PT Ventures e a Sonangol recusam a continuidade de Isabel dos Santos como presidente do conselho de administração.

Fonte: Negocios

A assembleia geral da Unitel que se devia ter realizado esta quarta-feira, 19 de junho, em Luanda, destinada a eleger o novo presidente do conselho de administração da operadora angolana, foi adiada devido ao desentendimento entre acionistas.

 

De um lado estão a PT Ventures (detida pela brasileira Oi) e a Sonangol, que estão frontalmente contra a continuidade de Isabel dos Santos no cargo. Do outro estão a a Geni (controlada pela empresária angolana) e a Vidatel (do general Leopoldino Fragoso do Nasimento, os quais não aceitam as alternativas propostas pelos outros dois acionistas.

 

Qualquer um destes quatro acionistas controla 25% da Unitel, o que faz com que esta disputa se salde por um empate técnico. Segundo o negócios apurou não foi marcada uma nova data para a realização desta assembleia geral.

Em março deste ano, numa outra assembleia geral, os acionistas ratificaram o nome d português Miguel Geraldes como novo diretor-geral da Unitel para o período 2019-2021 , em substituição de Antony Dolton. Neste caso a decisão foi obrigatória na medida em que o acordo em vigor entre os acionistas previa que o diretor-geral fosse indicado pela Oi, o que efetivamente se verificou.

 



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