Luanda - "A dedicação e o empenho fizeram de mim o que sou hoje". É com estas palavras que, a actual Directora Nacional-Adjunta dos Serviços de Saúde da Polícia Nacional, Superintendente-Chefe - Rosa Bessa, respondeu quando confrontada com os vários questionamentos sobre a sua ascensão ao tão importante cargo que agora ocupa na Corporação.

Fonte: PN

Para muitos, a sua presença na Corporação pode ser uma novidade. Mas quem conhece a conceituada e respeitada Chefe de Serviço na medicina angolana, sabe que, em 1990, quando fazia o 6° ano de medicina pela Universidade Agostinho Neto, Rosa Bessa de Campos, foi seleccionada a partir de uma ordem do Chefe de Estado-Maior General das FAPLA, que orientava todos os finalistas que tivessem menos de 30 anos, a se alistar ao serviço militar, segundo conta.


"Em 1990, quando frequentava o estágio do 6° ano do Curso de Medicina na Universidade Agostinho Neto, eu e mais colegas fomos orientados a integrar as forças armadas, por sermos finalistas e menor de 30 anos. E sem qualquer receio, aceitamos aceitei", contou a simpática Dra. Bessa.


Após terminar a formação militar em 1991, Rosa Campos foi colocada no Hospital Militar Principal, com a patente de 2° Tenente, onde ocupava o cargo de médica assistente.


Em Outubro de 1991, um grupo de recém-enquadrados às FAPLA, em que fazia parte, foi selecionado a fazer parte do quadro de pessoal da Polícia Nacional, pela carência de médicos especialistas.


Naquele período, e com a necessidade de se dinamizar os Centros de Saúde a nível da Polícia, a também Mestre em Gestão de Saúde teve passagem pelos postos de Saúde da Polícia de Cavalaria e Cinotecnia, UPD e UAT. Tendo sido, em 1992, destacada no Posto de Saúde da Polícia de Intervenção Rápida com a patente de Tenente.


"Na PIR, em 1992, tivemos a tarefa de organizar o Centro, com a ajuda do Dr. Volto Lima, que era o nosso Chefe. Mas, em 1995, com a ida do Dr. ao estrangeiro, assumimos o Departamento de Saúde. No mesmo ano, recebemos oficialmente a promoção para o grau de Intendente, a partir da ordem n°20 do Comandante Geral da PN", contou a Directora-Adjunta à nossa equipa de reportagem.


Na sequência da nossa entrevista, aquela que para muitos é uma "paraquedista", mas na verdade não contou que, após dois anos de Serviço na PIR, manifestou a intenção de progredir profissionalmente. Para tal, com a autorização da Direcção Nacional de Recursos Humanos, foi encaminhada à maternidade Augusto Ngangula, onde fez a especialidade de Ginecologia e Obstetrícia de 1999 a 2005.

"O trabalho em Comissão de Serviço pelo GPL"


A mulher de fácil trato contou ainda que, em 2006, o Governo da Província de Luanda requisitou-me para exercer o cargo de Directora da maternidade Augusto Ngangula, tendo tomado posse no dia 06 de Abril do mesmo ano.


Entretanto, no ano 2008, quando autorizada, oficialmente, a trabalhar em Comissão de Serviço, a agora Pós-graduada em Ginecologia e Obstetrícia foi promovida ao grau de Superintendente, a partir da ordem n° 55 do Ministro do Interior.


"Depois de se tornar oficial o meu trabalho em Comissão de Serviço, e posteriormente promovida, os meus ordenados deixaram de vir da Polícia e passaram a vir do GPL", confidenciou a gestora de Saúde.


Após ser nomeada Directora de Saúde em Luanda, em 2012, e com a mudança do Estatuto Orgânico do GPL, teve outras nomeações e a promoção ao Posto de Superintendente-Chefe, em 7 de Agosto de 2017.


Terminado o trabalho em Comissão no GPL, Rosa Bessa volta agora à Polícia Nacional para dar todo o seu saber em prol da melhoria dos Serviços de Saúde, e contribuir para os novos desafios que se impõem.


Realça-se que, Rosa Bessa de Campos é natural de Luanda, nascida aos 23 de Julho de 1963.

 



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