Toronto - Quais “irmãos cambutas” que, no tempo da guerra de guerrilha do MPLA, faziam “sassassa” nas matas de Nambuangongo, província do Bengo, os cidadãos Kito Dias dos Santos e Artur de Almeida estão em “pé de guerra” contra aquele que consideram ser um dos “maiores contrabandistas da jurisprudência” do nosso País e o estorvo principal à consolidação do Estado de direito democrático: Rui Constantino da Cruz Ferreira, militar, advogado, empresário e presidente do Tribunal Supremo, imposto pelo poder político na Magistratura Judicial para manipular tudo e todos, sobretudo processos a favor do Poder Executivo.

 

Fonte: Club-k.net

Há muito que o Presidente da República (que, afinal, não gosta de ouvir determinadas verdades e alertas da Sociedade cívil) deu conta que Rui Ferreira, enquanto responsável do Tribunal Superior, pode ser um “instrumento útil” para “fazer das suas” ao longo da sua magistratura -  tal como o são os órgãos de Comunicação Social Públicos, Polícia Nacional, Forças Armadas Angolanas (FAA) e Serviços de Inteligência - com o propósito de manter o “status quo” e, sempre que necessário, fazer fretes  agradáveis ao “establishment”.  Não há dúvidas que esta é a razão que leva, de forma surda e contumaz, João Lourenço a mantê-lo no cargo, qual carraça grudada em pele de boi.


Mas os cidadãos Kito Dias dos Santos e Artur de Almeida, desafortunadamente, não pensam como João Lourenço; aliás, como os irmãos Santos e Almeida pensa a maioria dos angolanos, incluindo advogados, magistrados do Ministério Público e Judicial, estudantes de Direito e outros que, com justa razão,  alegam que Rui Ferreira personifica a vergonha da classe, o tráfico de influência  e a relação promiscua existente, em Angola, entre o Poder Judicial e o Executivo.
 

Daí o facto de Kito Dias dos Santos e Artur de Almeida estarem a recolher assinaturas no sentido de se destituir Rui Ferreira do cargo de presidente do Tribunal Supremo por não reunir mais condições para manter-se no cargo. Penso que é uma iniciativa que merece a vênia e o apoio de todos angolanos amantes da Justiça e Liberdade de Expressão, pois Kito Dias dos Santos e Artur de Almeida estão a exercer, de forma afoita, um Direito de Cidadania que tem respaldo constitucional.

 
Se Rui Ferreira não quiser ser humilhado e sair pela porta pequena, deveria, por iniciativa própria, renunciar ao cargo que ocupa, o que seria uma forma de pagar pelos “crimes (fraudes)” que cometeu ao longo dos anos e de libertar-se de um mal que certamente não lhe deixa ter o “sono dos justos”, o que o leva as ser um homem infeliz. Ainda vai a tempo!


Platão dizia, na sua obra intitulada “Praticar a Injustiça é o Maior dos Males”, que “cometer uma injustiça é o segundo dos males, sendo o primeiro, e maior, não pagar pelos “crimes” cometidos”. Por isso, caso a iniciativa de Kito Dias dos Santos e Artur de Almeida (os “irmãos cambutas”)  leve a destituição de Rui Ferreira  do cargo que ocupa, o de presidente do Tribunal Supremo, tal representará o triunfo da razão e da Justiça...para todos os angolanos!

 

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