Luanda - O vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Rui Miguêns, considerou hoje que, "apesar de alguns avanços assinaláveis", o sistema bancário angolano "ainda não cumpre, completamente, com a sua função como motor do desenvolvimento económico" do país.

Fonte: Lusa


"Temos que continuar a acreditar que o sistema bancário ainda não cumpre, completamente, a sua função como uma peça motora no desenvolvimento económico do país e, é esse, por assim dizer, o nosso desafio mais importante. É chegar e sermos um parceiro responsável dos agentes económicos para que os erros do passado não se repitam no futuro", disse, hoje, em Luanda.

 

O responsável falava durante o encerramento da nona edição do Fórum Banca, promovido pelo semanário económico Expansão e que juntou, hoje, em Luanda, vários operadores do sistema financeiro angolano.

 

Segundo o vice-governador do banco central, as discussões em torno das "Reformas e Desafios da banca angolana, no âmbito do Programa Económico do Fundo Monetário Internacional (FMI)", tema do fórum, apontaram para a necessidade de a banca "prestar um melhor serviço à economia".

 

Rui Miguêns referiu igualmente que 82% do passivo do sistema bancário angolano são depósitos, pertencentes às famílias e empresas, exortando para "aplicação judiciosa, correta e adequada e com os riscos garantidos e acautelados".

 

"Queremos sim uma banca mais participava no processo de desenvolvimento económico, mas com sistemas de governação e controlo interno, convenientemente, adequados para que os erros do passado não se repitam", sublinhou.

 

Concentração e Parcerias com Operadores Internacionais e o Impacto da Reavaliação dos Ativos da Banca Comercial foram alguns dos temas discutidos no encontro.

 



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