Lisboa - A Procuradoria Geral da República (PGR) foi apelada a apurar a veracidade de reclamações postas a circular, em Luanda, insinuando que o gabinete da procuradoria junto ao comando da Polícia Municipal  do Kilamba Kiaxi, estaria a “ficar” com o dinheiro das cauções que os familiares dos detidos pagam, para serem soltos por termo de identidade e residência O referido gabinete aao comando da Polícia Municipal, localizado no bairro Nova Vida, é dirigido pela procuradora Elizabeth Irene Figueiredo.

* Paulo Alves
Fonte: Club-k.net

Segundo acusações em Luanda

“A regra é efectuar deposito nos bancos indicados para o efeito. Mas o gabinete da Dra Elizabeth Figueiredo fica com o dinheiro e depois solta por termo de identidade e residência.”, lê-se, na carta-denuncia que o Club-K teve acesso.


De acordo com o esquema, descrito na denúncia, as famílias dos detidos efectuam o pagamento no gabinete da procuradora, Elizabeth Irene Figueiredo e por sua vez são informados que os funcionários desta instituição irão depositar a posterior, na conta do Estado. Porém, uma vez que a importância das pessoas é verem-se em liberdade, os visados nunca regressam ao gabinete da procuradora, para reivindicar o comprovativo do pagamento.


A jurista Evalina Dings entende que tais acusações são graves por isso é de opinião que a PGR proceda a abertura de um inquérito para apurar a veracidade das denuncias e imputar sanções aos eventuais funcionários do Estado que tem ficado com os valores pagos como caução.


Elizabeth Irene Figueiredo, a procuradora do Kilamba Kiaxi, exerceu antes as mesmas funções na centralidade do Kilamba. Na altura, os moradores daquela área atribuíam-lhe uma certa petulância que se associava ao facto de ser sobrinha do antigo PGR, general João Maria Moreira de Sousa. Foi na centralidade que ela ficou prejudica ao ver o seu nome associado a alegadas petulância na resolução de conflitos de casas e de lojas.

 

 



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