Luanda – Um grupo de operativos do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM) de Angola, prevê, nos próximos dias, protagonizar uma espécie de ‘manifestação’, em Luanda, a fim de exigir a reintegração de mais de 300 quadros deste órgão, que se encontram atirados ao ‘Deus dará’ desde o início do presente século.

Fonte: Club-k.net

“Estamos a pedir aos dirigentes da nova Angola que nos respeitem"


Os mesmos acusam o actual responsável do SISM, Apolinário José Pereira, de gestão imprópria, uma vez que segundo os descontentes, não esta a reactivar os seus antigos parceiros de luta. “Até agora não estamos satisfeitos pelo facto dos principais generais e oficiais superiores desse órgão, que foram de forma selvagem abandonados pela anterior direcção, não são tidos nem achados pelo novo chefe”, disseram ao Club-K Angola.

 

Os descontentes alegam que têm o conhecimento que o novo chefe SISM preferiu continuar a trabalhar com os oficiais generais e outros que o anterior chefe [o general José Maria] deixou.

 

“Os promoveu a revelia porque muitos deles não têm requisitos e história para serem generais”, afirmaram, argumentando que “nós fomos treinados no exterior e no interior do país. Temos uma larga experiência de trabalho, fomos excluídos e abandonados devido arrogância desmedida do anterior chefe e o novo chefe está a seguir as mesmas pedaladas”.

 

Estes defendem que têm a missão de corrigir “com alguma urgência” os erros graves praticados pelo anterior chefe, o general José Maria. “Estamos a pedir aos dirigentes da nova Angola que nos respeitem, tratando-nos com alguma dignidade”, teceram, revelando que existem efectivos do SISM na reserva que não recebem salários e outros continuam com as mesmas patentes.

 

“Se o novo chefe do SISM não está conseguir dar conta deste órgão de importância vital para o país, há várias personalidades com esse perfil”, enfatizaram , pedindo a intervenção ao Presidente da República.

 

“Há necessidade de levantamento de todo pessoal que está ligado aos SISM desde o tempo das FAPLA até aos dias de hoje, porque não passamos a reforma”, sugeriram, insistindo que “pretendemos que resolvam os nossos problemas com alguma dignidade e respeito. Pois, em nenhum país no mundo se desrespeitam os quadros dos SISM”.

 

Mas antes, sabe o Club K, os integrantes do grupo pretendem solicitar uma audiência com o chefe da Casa Militar do Presidente da República, o general Pedro Sebastião, a fim de esgrimir as suas razões.

“Estamos a ponderar em nos reunir com o chefe da Casa de Segurança da Presidência da República, com a elevada disciplina para apresentar o nosso descontentamento pela má prestação de serviço que o novo chefe está realizar junto o SISM”, remataram.



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