Sumbe – No âmbito das movimentações de quadros para melhoria de condições de vida das populações, aconteceu no passado dia 26 de Julho, no salão nobre do Governo do Kwanza Sul, ao empossamento de administradores dos 12 municípios que compõem a província.

* Fernando Caetano
Fonte: Club-k.net
Administração inclusiva e participativa, bem como saneamento básico do meio em prol da saúde das populações e muito mais, foram identificados pelo novo administrador do  município do Sumbe, Adão Pereira.

Adão Pererira mostrou não temer os desafios, até porque, segundo disse, é homem de desafios. “Sou um quadro de desafios, sou um quadro disponível ao Governo da província. É um município onde congrega várias franjas sociais, a massa cinzenta está cá connosco e, isso faz-nos também ter o privilgio de ter uma boa governação”, afirmou.

 Para o município agrícola do Seles, Manuel Jorge dos Santos já identificou as áreas de actuação, mas prefere primeiramente auscultar a população, uma vez que optou pela gestão participativa.

Sabe-se que o município de Seles debate-se com sérios problemas de água e muito mais. O mesmo enfatiza o seguinte: “uma administração que não dá água, educação e saúde tem sempre problemas e conturbações, então este tem que ser o eixo principal  da nossa actuação”.

Maria Domingos Sumano estreia-se na administração da Kilenda e identificou a melhoria de condições sociais básicas às populações, com o destaque para a revitalização do sector agrícola, mais concretamente da produção do café.

“A nossa missão é promover a melhoria das condições básicas às populações. Melhorar os acessos, melhorar a qualidade de água que é consumida, melhorar também a qualidade de energia que é fornecida para os habitantes da Kilenda”.

quanto a produção de café, a nova administradora disse que “vamos procurar revitalizar este sector porque Kilenda, outrora, foi um dos municípios que sempre colocou no mercado, tanto nacional como internacional, este produto”.

Elsa Sara Lialunga sai de Conda e agora vai administrar o município agro-pecuário de Cassongue, com muitos problemas políticos. “Os projectos estão traçados. Inicialmente são aqueles que constam do PIIM e nós vamos apenas seguir”.

A chamada de atenção aos ora empossados veio do próprio governador do Kwanza Sul, Job Pedro Castelo Capapinha. “Estas primeiras nomeações de gestores principais dos doze municípios da nossa província não resultou ainda de um estudo e conhecimento profundos sobre cada um, por isso, em Janeiro de 2020, faremos uma segunda avaliação já e mais profunda de cada servidor público e se necessário seleccionaremos outros quadros igualmente capazes”. 

De acordo com o governante, “no actual contexto, acreditamos sim que a competência, o patriotismo e a qualidade técnica e intelectual de cada um constituíram os valores e nomeação dos administradores municipais. Peço-vos por isso muita amizade, união, honestidade, espírito de iniciativa e de ajuda mútua porque os governados nos esperam”.

De recordar que foram nomeados, pela primeira vez, para administradores municipais: 

- Adão Pereira, antigo director das pescas e agora vai administrar o município do Sumbe; 

- Wenga Franco deixou os registos e foi para o município de Cela; 

- Maria Domingos Sumano deixa de assessorar o governador e vai administrar o Kilenda;

- David Domingos que deixa o Instituto Nacional da Criança e passa a administrar o distrito urbano da centralidade de Kibaúla;

Os movimentados: 

- Manuel Jorge dos Santos sai do Sumbe para o município do Seles; 

- João Daniel Nunes deixou o Seles e foi para a Conda;

- Rui Feliciano Miguel sai do Ebo e foi para o Libolo;

- António Eusébio que sucede Espírito Santo em Porto-Amboim;

-  Manuel Francisco Fernando exonerado de Kibala, na era de Eusébio Teixeira, foi repescado e vai administrar o município do Ebo;

De resto, vão manter nos seus devidos cargos.  
 



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