Lisboa – As autoridades norte americanas voltaram a pegar no processo do desfecho da Arosfran, depois de notarem incongruências nas informações inicialmente fornecidas pelo governo de José Eduardo dos Santos, no ano de 2011. O tema da Arosfran está ligado a Kassin Tajedeen, um cidadão libanês que foi expulso de Angola pelas autoridades e que se encontra detido nos Estados Unidos da América, depois de ser entregue pelo governo dos Marrocos.

Fonte: Club-k.net

Não sabiam que colaboradores de JES ficaram com as empresas do processo 

O assunto, em causa teve iniciou, quando há 8 anos, o Departamento do Tesouro (DT) dos EUA, identificou 3 empresas angolanas – Arosfran, Golfrate e Afribelg – como tendo conexões com o terrorismo internacional. O empresário libanês Kassin Tajedeen, que controlava  as empresas, todas implantadas no mercado angolano, era citado pelo DT como sendo financiador do Hezzbolah.


Na altura, os Estados Unidos da América solicitaram a cooperação de Angola no sentido de encerrar as “teias” empresariais de Kassin Tajedeen em território nacional  e a sua subsequente extradição. Porém, na sequencia de recentes denuncias publicas, as autoridades americanas notaram que o pedido , feito  ao regime de então, liderado por José Eduardo dos Santos não foi cumprido a letra e que foram lhes facultadas  informações manipuladas.


Os Estados Unidos, segundo fonte do Club-K, não tinham conhecimento que o  grupo Arosfran foi transformado em empresa NDAD ligada aos generais do circulo de confiança do antigo Presidente da República, enquanto que as suas filiadas ficaram com o advogado do processo, Rui Constantino  Ferreira, a época dos factos, Presidente do Tribunal Constitucional.


As autoridades americanas tem se manifestado surpreendidas  uma vez que na altura em que solicitaram a extradição de Kassin Tajedeen, o governo de Angola ao invés de faze-lo, ainda disponibilizou 323 milhões de dólares para o mesmo e  que foi repartido entre os responsáveis angolanos que actuaram como mediadores. Segundo informações, os mediadores entregaram apenas  100 milhões de dólares a Kassin Tajedeen e a outra parte teve destino desconhecido.



Para o esclarecimento do assunto, os EUA, convidaram  o empresário angolano Francisco Mateus Dias dos Santos “Kito”, citado como fundador da Arosfran, para uma reunião que teve lugar no passado dia 31 de Julho, na sua embaixada  em Luanda. Estes, procuraram ouvir a versão de “Kito” Santos, para depois haver cruzamento de dados com o governo de Angola.


À “Kito” Santos foi-lhe solicitada, toda a peça em seu poder inerente a este dossier tal como a titularidades das empresas que resultaram no desmembramento da Arosfran, agora detidas por Rui Ferreira.


As autoridades americanas, mostram agora  um interesse especial, em ver esclarecido este assunto por no seu entender haver provas de atividades continuas de financiamento ao terrorismo, uma vez que as empresas herdeiras da Arosfran, passaram para a gestão de Sidney Manita Ferreira (em representação do seu pai, o Juiz Rui Ferreira) e de Moahmed Tajedeen (representando o seu pai Kassin Tajedeen).


A sustentação de ocorrência de alegadas “atividades continuas de apoio ao Hezzbolah”, é baseada no facto de a família Ferreira repatriar dividendos dos lucros dos negócios em comum, para um irmão de Kassin Tajedeen, de nome “Hamed” que se encontra baseado na Bélgica. O esquema de envio de dinheiro a Hamed, é feito a partir da “Ango-Alimentos”, empresa de bens alimentar que comercializa alimentos ao norte da fronteira do Luvo, na província do Zaire, com a República Democrática do Congo.


O dossier do desfecho do grupo Arofran, que escapa às mãos da Procuradoria Geral da República de Angola (PGR), é remetido ao “Federal Bureau of Investigation (FBI)” dos Estados Unidos por haver necessidade de se descobrir teias de financiamento ao terrorismo internacional. Segundo explicações, o envolvimento do FBI por sua vez, deixa em aberto um cenário de extradição do Juiz angolano Rui Ferreira para junto a Kassin Tajedeen  -  que se encontra já detido nos Estados Unidos - haver esclarecimento.


Pela parte angolana, estão associados a Rui Ferreira, neste processo,  o filho Sidney Manita Ferreira que logo após ao desmantelamento da Arofran efectuou uma transferência de 50 milhões de euros da ALLCOMERCE. Esta empresa foi subscrita, em Abril de 2011, por Sidney Ferreira , pelo sócio libanês Mohammed Tajideen (95%) e Laurinda Jacinto Prazeres Monteiro Cardoso (5%), actual  Secretária de Estado para a Administração do Território do governo de João Lourenço. A família Ferreira tem também como testemunha a seu favor, a advogada  Ludmila Cristina Andrade que na altura representava Sidney por não ter idade suficiente para efectuar movimentações.

 



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