Washington – As autoridades angolanas pediram recentemente ao consulado de Angola em Lisboa,  o envio do dossier do edifício de sete andares - localizado nas proximidades da fundação Caloust Glubenkina, em Lisboa – que fora comprado nas mãos do empresário angolano Bartolomeu Dias.

Fonte: Club-k.net

O dossiê em causa,  foi parar á Procuradoria Geral da República,  depois de ter havido uma inspeção que detetou indícios de que a compra do prédio foi objecto de sobrefaturação. O empresário Bartolomeu Dias terá comprado o imóvel a 6 milhões de euros e de seguida revendeu ao consulado de Angola em Lisboa, por 15 milhões de euros.

 

Em carta enviada ao Club-K, datada de 29 de Abril, o empresário que a  quando da venda fê-lo através do seu representante legal em Lisboa, alegou que na referida operação “foram observadas e cumpridas as normas exigidas incluindo assinatura do contrato e estando a escrituração a depender do pagamento do imposto pelo comprador que é o ministério das finanças , sendo este o dono  deste património do Estado”.

 

Existem graves denuncias indicando que altos responsáveis do MIREX, envolvidos na operação do edifício terão sido gratificados por terem facilitado a compra. As denuncias foram ganhando consistência depois do então adido financeiro em Lisboa (mais tarde transferido para o Porto), João Ferreira, ter comprado um carro Ferrari, em terras de camões. Já um outro alto funcionário da direção do MIREX foi agraciado com a compra de uma casa, num condomínio na zona da Expo, em Lisboa.

 

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