Luanda - Os Presidentes do Rwanda, Paul Kagame, e do Uganda, Yoweri Museveni, rubricaram nesta quarta-feira, em Luanda, um Memorando de Entendimento Bilateral, para cessar o conflito na fronteira entre os dois países.

Fonte: Angop

Não foram anunciados os termos do acordo alcançado com a mediação dos Chefes de Estado de Angola, João Lourenço, e da República Democrática do Congo (RDC), Félix Antoine Tshisekedi.

 

Em declarações à imprensa, os dois Estadistas Yoweri Museveni e Paul Kagame manifestaram o interesse de intensificar a cooperação para pacificação e normalização das relações entre os dois Estados.

 

Depois de entendimentos alcançados, após diligências feitas por Angola e pela RDC, decidiu-se na penúltima Cimeira quadripartida (Julho de 2019) priorizar a resolução de qualquer diferendo entre os respectivos países por meios pacíficos, através de canais convencionais e no espírito de irmandade e solidariedade africanas.

 

Os dois países acusavam-se, mutuamente, de apoiar acções de espionagem, sabotagem, instabilidade política e económica, situações que causaram muita tensão na fronteira comum.

 

Mediação em prol da paz e segurança

 

Por sua vez, o Chefe de Estado angolano considerou a cerimónia bastante importante para a paz e segurança na região e que resulta da vontade livre dos Presidentes Yoweri Museveni e Paul Kagame em pôr fim um diferendo que parecia ser difícil.

 

João Lourenço exortou as partes a honrar o compromisso assinado no interesse dos seus países, povos e economias, bem como promover entre si uma relação pacífica e de irmandade.

 

Por seu turno, o Chefe de Estado do Congo Brazzaville e Presidente em exercício da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, Denis Sassou Nguesso, sublinhou que o entendimento alcançado prova a capacidade africana de resolver os próprios problemas pela promoção do diálogo e por via pacífica.

 

Já o Presidente da Republica Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, disse já não haver tempo para guerras, mas sim de promoção do desenvolvimento e do bem-estar dos povos do continente.

 

Tshisekedi aproveitou a ocasião para informar que, ainda esta semana, poderá ser formado um governo representativo no seu país (RDC), até 7 de Setembro.



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