Luanda - O Governo está a operar com relativo sucesso na inversão das dificuldades de repatriamento de capitais pelos investidores estrangeiros, o que acontece pela percepção de que, no passado, isso constituiu uma “barreira decisiva” na atracção de capital externo na economia nacional.

Fonte: Lusa

A declaração foi proferida ontem, em Luanda, pelo ministro da Economia e Planeamento, Manuel Neto da Costa, num seminário sobre a “Revisão da Política de Investimento de Angola”, organizado pelo Ministério do Comércio, a União Europeia e a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED).

 

Manuel Neto da Costa reconheceu que os investidores estão com dificuldades em repatriarem os seus capitais, devido às limitações das receitas cambiais do país, fruto da crise da redução da exportação de petróleo. O ministro lembrou as práticas que, no passado, fizeram com que, de forma não in-tencional, o Estado tivesse desincentivado investimento de longo prazo com medidas proteccionistas e a concessão discricionária de activos públicos para a gestão privada pouco qualificada.


A ausência de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), notou, gerou excessiva concentração económica no Estado e empresas públicas, num nível próximo de 50 por cento, promovendo a dependência de redes invisíveis de influência, maior vulnerabilidade à corrupção e acordos de financiamento de compra de activos pouco orientados e de mútuo benefício.


Como consequência disso, Angola apresenta hoje uma economia rendeira com papel diminuto do sector privado, ocupando a posição 137 entre 140 Países no índice de competitividade do Fórum Económico Mundial de África e a 170 dos 190 países estudados pelo Doing Business, do Banco Mundial.



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