Luanda – Quanto realmente o povo pretende ver resolvido o problema do emprego! Mas seja como for, é um problema que se trata com a resolução da questão macro-económica. É uma questão possível de resolver mas não por via duma feira como se tratasse duma exposição de produtos assim como ocorre numa FILDA ou coisa parecida.

Fonte: Club-k.net
O emprego só se resolve com variantes como captação de investimentos, fomento empresarial, claro está que em consequência disso, advenha a necessidade da mão-de-obra ou de operadores para darem resposta em função das necessidades. É assim que se resolve o problema do mercado de emprego sem descurar que a empregabilidade exige qualificação.

Há urgência em que as pessoas trabalhem, isso sim, mas não pode ser por via duma feira que tenha prometido tanto, todavia, sem avaliar a demanda. A intenção não é má mas faltou a previsão do risco confirmando assim amadorismo da parte do Instituto Nacional da Juventude.

Vai haver emprego, mas é importante que as políticas sejam bem direccionadas e, consequentemente, bem executadas. Por outro, Luanda não pode ser a única fonte de emprego. Tudo é Luanda, está concentrado em Luanda, sempre Luanda. É o problema de sempre, e ficou claro como, em simples gesto, se afunilou a capital do país. parece que o paradigma não altera. Todas as iniciativas residem em Luanda.

Ora, a questão é muito mais séria. Como realizar feira de emprego sem empresas ou unidades laborais que irão absorver operadores? Para dissolver a vã ideia, seria importante aprimorar, antes de tudo, o fomento empresarial.

Não haja dúvidas de que, caso haja rigor e comprometimento com as metas, será possível e desejável, com a privatização e captação de investidores estrangeiros assim como com a captação de financiamento externo, dar-se emprego aos cidadãos. Nisso, pode contar-se, por exemplo, com um bilião de dólares do banco alemão para atender o processo de alienação das empresas estatais já identificados.

Agora, o dinheiro de que se fala tem de servir para os reais objectivos a que se proponham. Não se pode se converter mais como aconteceu com o dinheiro chinês, com biliões de dólares lançados aos bolsos dos governantes. Eles só queriam saber que o dinheiro estava lá, e logo passaram a alocar para as suas despesas e projectos particulares deixando o estado na banca rota e como consequência, o estado vai se financiando por via da dívida.

São dívidas atrás de dívidas e aqueles que ficaram com o dinheiro surgem a terreiro para dizerem que se fosse com eles tinham realizado uma feira de emprego sem mácula. Mas como sim, perante tanta demanda e se não estão preenchidos os pressupostos macro-económicos para a resolução da questão de empregabilidade?

O problema da falta de emprego em Angola tem muito a ver com o passado da nossa governação.

Para a próxima, o Instituto Nacional da Juventude deve acautelar e concertar melhor com o departamento ministerial que atende a matéria de emprego com fim de evitar perigos inúteis. Tem de ser mais exequível em tudo que convidar a Ministra da Juventude e Desportos para fazer parte ao mesmo tempo que, nunca é demais assegurar, ela, também, deve cuidar de gerir mais a sua imagem institucional deixando de dar a cara em eventos que carecem de estudo de impacto. O elemento segurança é fundamental na execução de projectos.

Ainda bem que não aconteceu o pior.
Deo gratias!



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