Luanda – Uma denúncia efectuada, recentemente, junto a Procuradoria Geral da República (PGR), em Luanda, dá conta que a delegada provincial da Justiça e dos Direitos Humanos do Cuando Cubango, Dirce Lituânia da Silva, tem se apoderado de forma abusiva e contínua dos recursos monetários do fundo de maneio daquele órgão ministerial, numa altura em que o Executivo do Presidente João Lourenço declarou guerra contra à corrupção e abuso de poder.

Fonte: Club-k.net
Segundo os denunciantes, está pratica vem se registando após a sua nomeação na era do então governador Higino Carneiro. Mas em declarações ao Club K Angola, Dirce da Silva negou, dizendo que está lá simplesmente para arrumar a casa.

No documento em nossa posse, os denunciantes alegam que, até a data presente, a delegada provincial da Justiça e dos Direitos Humanos desviou cerca de 12 milhões e 132.402 mil kwanzas do fundo de maneio.

“Durante os meses de Janeiro e Setembro de 2018, na senhora delegada, tivemos factos visíveis e transparentes e bom ritmo de trabalho em equipa, porém após do regresso da mesma comparando momentos anterior dos anos de 2015 a 2019, temos notado irregularidades de desvios dos valores do fundo de maneio num valor global de 12.132.402,00”, pode se ler no documento.

As fontes garantem que Dirce da Silva usou os mesmos valores – cerca de 98% – para fins particulares, sobretudo para as suas viagens na República de Portugal. “Mas a mesmo tem vindo apenas apresentar as facturas de materiais adquiridos em Luanda, fornecidas pelas empresas do seu esposo e das suas amigas”, sustentaram.

Após a descobertas das suas falcatruas, de acordo com os denunciantes, Dirce da Silva passou a intimidar e humilhar os seus subordinados junto a inspecção do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos. “Efectuamos várias denúncias junto do órgão ministerial, mas não tivemos sucessos para tomada de medidas, até chegando a ponto de sermos intimidados e humilhados pela inspecção do Ministério e a sermos alvos de retaliações e vingança pela titular da pasta desta Delegação Provincial”, lamentaram.

Os mesmos lembram que em Novembro de 2018, depois de várias denúncias junto à inspecção do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, o titular da pasta enviou uma comissão – liderada por Miguel Kitoco, ex-delegado da Justiça, actualmente consultor do ministro, que fora detido após de ser afastado do cargo por corrupção – para apurar a veracidade dos factos, mas está [a comissão] se limitou – de forma parcial – a penitenciar os denunciantes.

“Não ficamos satisfeitos pelas medidas tomadas e orientações deixadas pela inspecção que agiu claramente de forma parcial e, como desfecho do processo, foram instaurados processos disciplinares”, concluíram as fontes que denunciaram, de igual modo, a violação clara da Lei da Probabidade por parte de Dirce da Silva.



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