Luanda - O ministro do Comércio anunciou que a instituição que dirige já está a trabalhar junto dos operadores para que baixem os preços dos bens de consumo, depois de se ter verificado uma tendência altista no mercado ao longo das últimas semanas.

Fonte: JA
“E temos a certeza que, pondo em campo as nossas inspecções, não com intuito de perseguição, mas de constatação de facto da realidade que o país atravessa, os preços, esperemos, não tenham a tendência a subir ainda mais”, realçou Joffre Van-Dúnem.

O ministro atribuiu a evolução significativa dos preços registada nas últimas semanas a dificuldades logísticas de alguns operadores, entre as quais figura o mau estado das estradas.

Joffre Van-Dúnem referiu que não se verifica escassez de produtos da cesta básica no mercado neste momento, pelo que está assegurado o quarto trimestre do ano. “O quarto trimestre será pacífico, como foi o primeiro, o segundo e o terceiro, em termos de escassez de produtos da cesta básica. O que se passa é que haverá alguns operadores que terão algumas dificuldades. Para algumas regiões do país, há a circulação nas estradas, que não são das melhores, os custos da importação têm subido, os custos logísticos têm subido e, aproveitando estas questões, alguns especuladores no mercado sobem os preços”, disse o ministro.

Questionado se a aproximação da entrada em vigor do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), no próximo dia 1 de Outubro, não estará a influenciar este aumento de preços, Joffre Van-Dúnem concordou que “alguns” estão a tirar proveito da situação antecipadamente.

Para o titular da pasta do Comércio, a entrada em vigor do IVA “não irá piorar a situação”, uma vez que se trata de um imposto “mais justo”, sendo necessário agora “ver como é que os operadores vão trabalhar no imposto do IVA”.

“Posso dizer que alguns já estão a aproveitar (para subir os preços), somando o imposto do IVA, mas também estamos a trabalhar no intuito de se acautelar essas questões”, referiu o governante.

Dados do INE

Dados publicados na última sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a taxa de inflação de Agosto foi a segunda mais alta do ano, apesar de ter desacelerado face a Julho, para 1,44 por cento.

No mês de Julho, quando foi observada a taxa mensal mais elevada do ano, a inflação, medida pelo Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) foi de 1,52 por cento.

A variação homóloga, a 12 meses, acelerou ligeiramente em Agosto, para 17,50 por cento, o que se compara com o mês de Julho, quando a taxa se situou em 17,24 por cento, de acordo com os dados do INE.

A evolução dos preços foi influenciada, em Agosto, pelos ajustes observados na classe “Saúde”, com 2,39 por cento, além dos aumentos verificados nas classes “Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis”, com 1,80, “Bebidas Alcoólicas e Tabaco”, com 1,74 e “Vestuário e Calçado”, com 1,70.



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