Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, assinou um despacho que aprova os contratos resultantes do Concurso Público, para a implementação de projectos estruturantes na província do Cunene.

Fonte: Angop

De acordo com uma nota do Secretariado para os Assuntos de Comunicação do Presidente da República chegada hoje (terça-feira), à Angop, no âmbito dos projectos, está prevista a construção de barragens, sistemas de captação de água e canais adutores.

 

"O concurso dará lugar ao início da concretização de seis empreitadas, cujo fim último é a solução, com respostas estruturantes, do cíclico de problemas da seca naquela província do sul do país”, lê-se no documento.

 

Dividida em seis lotes, a empreitada compreende a construção do sistema de captação no Rio Cunene, bombagem, conduta pressurizada, canal aberto desde a localidade de Cafu ao Cuamato e mais dez chimpacas.

 

O contrato, a ser celebrado com a empresa Sinohydro Angola, está avaliado em vinte e um mil milhões, quatrocentos e sessenta e nove milhões, cento e trinta e nove mil, oitocentos e oitenta kwanzas e sessenta e dois cêntimos, o equivalente em dólares norte-americanos a sessenta e cinco milhões, setecentos e um mil, duzentos e setenta e quatro dólares e oitenta e cinco cêntimos.

 

O lote dois prevê a construção de dois canais adutores, um de Cuamato até Dombendola e outro de Cuamato até Namacunde, e mais 20 chimpacas, com um contrato a ser celebrado também com a empresa Sinohydro Angola.

 

O contrato é estimado em vinte e dois mil milhões, oitocentos e oitenta e nove milhões, duzentos e vinte mil, setecentos e setenta e um kwanzas e noventa e nove cêntimos, o equivalente em dólares norte-americanos a setenta milhões, quarenta e sete mil, novecentos e noventa e nove dólares e oitenta e cinco cêntimos.

 

O terceiro lote inclui a construção de uma barragem em Calucuve, contrato a ser celebrado com o consórcio Omatapalo-Engenharia e Construção SA e a Mota-Engil Angola SA.

 

A obra está avaliada em cinquenta e sete mil milhões, oitocentos e cinquenta milhões, oitocentos e quarenta e sete mil, oitocentos e cinquenta e sete kwanzas e doze cêntimos, o equivalente em USD a cento e setenta e sete milhões, trinta e oito mil, novecentos e setenta e dois dólares e cinco cêntimos.

 

Para o Lote quatro está prevista a construção de um canal adutor associado à barragem de Calucuve, a partir da localidade da Mupa até Ondjiva, sendo o contrato celebrado com a empresa China Road Bridge Corporation.

 

O valor deste contrato é de vinte mil milhões, quinhentos e sessenta e nove milhões, seiscentos e doze mil, quinhentos e setenta kwanzas, o equivalente em USD a sessenta e dois milhões, novecentos e quarenta e oito mil, quatrocentos e oitenta e dois dólares e dezassete cêntimos.

 

O Lote cinco tem como foco a construção de uma barragem em Ndúe, num contrato a ser celebrado com a empresa Sinohydro Angola.

 

O valor deste contrato é de sessenta e dois mil milhões, setecentos e cinquenta e sete milhões, oitocentos e sessenta e seis mil, oitocentos e noventa e seis kwanzas e vinte e dois cêntimos, o equivalente em USD a cento e noventa e dois milhões, cinquenta e cinco mil, setecentos e cinquenta e quatro dólares e sessenta e sete cêntimos.

 

O sexto Lote contempla a construção de um canal adutor, associado à Barragem de Ndúe, que parte de Ndúe até Embundo, e de 15 chimpacas, num contrato a ser celebrado com a empresa GHCB.

 

O contrato está avaliado em vinte e dois mil milhões, quatrocentos e quarenta e um milhão, setecentos e noventa e quatro mil, seiscentos e setenta kwanzas e treze cêntimos, o equivalente em USD a cento e noventa e dois milhões, cinquenta e cinco mil, setecentos e cinquenta e quatro dólares e sessenta e sete cêntimos.

 

No mesmo despacho, o Presidente da República autoriza o ministro da Energia e Águas a celebrar os contratos, com a faculdade deste poder subdelegar poderes.

 

Segundo o documento, competirá ao ministro das Finanças assegurar os recursos financeiros necessários para a implementação dos projectos.

 

 



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