Angola - O líder da bancada parlamentar do MPLA, Américo Cuononoca, considerou, hoje, terça-feira, em Luanda, esclarecedor e realista o discurso sobre o Estado da Nação do Presidente da República, João Lourenço, pelo facto de trazer estatísticas de todos os sectores da vida do país.

Fonte: Angop

Ao intervir na abertura da 3ª Sessão Legislativa da IV Legislatura da Assembleia Nacional, o Presidente João Lourenço revelou números daquilo que foi feito durante os dois anos da sua governação, fundamentalmente nos sectores económico, político e social.

 

O presidente do grupo parlamentar do MPLA elogiou o facto de o Executivo ter criado 161 mil empregos em dois anos de governação, dos 500 mil prometidos durante a campanha eleitoral, em 2017.

 

Notou que, no projecto eleitoral, foram prometidos 500 mil empregos “e hoje ouvimos, claramente, que um terço destes empregos já foi garantido, o que significa que nos próximos três anos vamos atingir essa cifra”.

 

Para o deputado do MPLA, o discurso do Chefe de Estado desconstruiu, completamente, o da oposição que sempre pôs em causa as políticas do Executivo para a melhoria das condições de vida da população.

 

“O que me animou é o facto de o Presidente ter trazido estatísticas de todos os sectores da vida do país, desde a economia, social e política. Logo, aquelas pessoas que tinham dúvidas sobre a governação do MPLA vão ter agora uma visão diferente do país”, observou.

 

Por outro lado, informou que o grupo parlamentar do MPLA deslocou-se aos 164 municípios do país e trouxe elementos necessários para advogar as necessidades dos cidadãos na discussão do OGE para o exercício económico de 2020.

 

Em relação às autarquias, disse que estão a trabalhar nas comissões especializadas do Parlamento no sentido de se aprovar o pacote legislativo que vai suportar o quadro legal, notando que não há nenhuma tendência de adiar as eleições autárquicas, previstas para 2020.

 

Já o deputado Diógenes de Oliveira, também do MPLA, aclarou que a intervenção do Presidente da República foi transversal. “Foi um discurso muito analítico, de grande abertura e, acima de tudo, realista”.

 

Entende que o mesmo deve ser objecto de uma análise aturada, “porque é com informação real que podemos desenhar um futuro melhor”.

 

O político disse que foi traçado um quadro interessante em termos de indicadores macroeconómicos. “Há uma tendência ao equilíbrio global. Por exemplo, há um grande esforço no sentido da regularização da dívida perante a comunidade internacional e isso é acalentador”.

 

Considerou o IVA um assunto polémico, mas que, na realidade, vai permitir a médio prazo a integração do país na economia regional.

Reacções da Oposição

A deputada Navita Ngolo, da UNITA, notou que o que mais lhe saltou à vista na mensagem sobre o Estado da Nação foi o balanço que o Presidente fez dos seus dois anos de governação.

 

“Os números dizem, sobretudo se compararmos aquilo que é a realidade diária da vida dos cidadãos, que ainda há muita diferença entre aquilo que foi realizado e o que se vive. Portanto, a liderança deve apresentar resultados que se repercutem na vida dos cidadãos”, aclarou.

 

Navita Ngolo que, por sinal, foi elogiada pelo Presidente João Lourenço nos pronunciamentos que tem feito à comunicação social, disse que gostaria de ouvir mais do Chefe de Estado sobre as perspectivas de curto, médio e longo prazos e as expectativas de vida que deu a quando da sua tomada de posse, em 2017.

 

Por outro lado, Manuel Fernandes, da CASA-CE, considerou que o discurso do Chefe de Estado à Nação veio dar um bálsamo à situação real que o país está a viver, “mas não trouxe esperança positiva para a saída do quadro difícil que o país atravessa”.

 

A seu ver, os dados apresentados pelo Presidente da República não condizem com a verdade, “seria nossa satisfação se tivesse trago dados reais e concretos daquilo que já conseguiu fazer pelo país”.

 

Já a deputada Mihaela Weba, da UNITA, notou que “o Presidente da República pecou em não nos ter convencido em determinados sectores, nomeadamente na saúde, educação, agricultura e a na questão da seca”.

 

Manifestou-se apreensiva pelo facto de o Chefe de Estado ter sido omisso em relação às autarquias, facto que, para si, levanta uma suspeita de que há uma tendência de adia-las.

 

Por seu turno, o deputado Lucas Ngonda, da FNLA, disse que o discurso de balanço dos dois anos de governação do Presidente da República foi equilibrado, tendo anunciado as linhas mestras do que está ser feito.

 

 

 



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