Luanda - O candidato à presidência da UNITA, José Pedro Katchiungo, defendeu hoje, em Luanda, um diálogo entre os patriotas deste partido e do MPLA para, em conjunto, definirem compromissos estruturantes para colocar o país no trilho do progresso.

Fonte: Angop

“O dia que os patriotas da UNITA e do MPLA se entenderem Angola vai conhecer o caminho do progresso”, realçou o político num encontro com jornalistas e fazedores de opinião, a quem apresentou às razões para sua nova candidatura à liderança do maior partido da oposição.

 

Como já se venceu o medo, prosseguiu, agora é preciso dialogar com base no patriotismo e nas aspirações dos angolanos, pois a política actual não deve ser aquela que a UNITA tem de derrubar o MPLA e vice-versa, porque isso já provou que não constrói.

 

Na visão do actual vice-presidente do grupo parlamentar da UNITA, que apresenta sábado o seu manifesto eleitoral, só com um diálogo baseado no patriotismo, responsabilidade e que atenda as aspirações dos angolanos será possível resgatar o país da actual situação de crise.

 

Argumentou que o “desastre” que representa toda historia pós independência não se endireita com as militâncias partidárias. “Hoje a tábua que vai salvar Angola e vai repor o país no trilho do progresso, da dignidade e realização chama-se patriotismo”.

 

O candidato, de 56 anos de idade, disse inspirar-se nos princípios resultantes da fundação da UNITA, tendo como substrato a capacitação da cidadania, razões que o levaram a concorrer à presidência do seu partido.

 

Para si, o partido tem de saber ler os sinais dos tempos, e é nesta condição que se candidata à sua liderança, devendo romper às fronteiras da militância e entrar na vida do povo, de modo a trazer a angolanidade para um patamar diferente.

 

As estruturas da UNITA têm de entrar na vida dos angolanos, tirando-os da condição de povo para a de cidadãos.

 

Sob seu comando, conforme disse, as estruturas do partido vão deixar os gabinetes e entrar nos bairros para despertar os cidadãos sobre os seus direitos e garantias.

 

Informou que a sua candidatura terá como lema “Coesão para Acção e Acção para a vitória”, justificando que a UNITA precisa não de se unir, mas sim de comunhão, unidade de pensamento e de acção, para com isso poder vencer.

 

Além de Katchiungo, concorrem a à liderança da UNITA no XIII congresso ordinário, que se realiza de 13 a 15 do próximo mês, o actual porta-voz do partido, Alcides Sakala, o presidente do grupo parlamentar, Adalberto Costa Júnior, e o antigo secretário-geral, Abílio Kamalata Numa.

 

A candidatura do vice-presidente cessante, Raul Danda, foi "chumbada", pelo facto de o político não ter provado que tem 15 anos de militância ininterrupta na UNITA. Mas Danda interpôs um recurso para, até ao próximo sábado, tentar provar o contrário.

 



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