Luanda - A ex-ministra dos Petróleos de Angola Albina Assis Africano defendeu a privatização de empresas do setor dos serviços, indústrias ligeiras e de todas as subsidiárias da petrolífera Sonangol que nada tenham a ver com a atividade principal do grupo.


Fonte: Lusa

"A solução para resolver esse problema das 'n' subsidiárias que a Sonangol tem é privatizando-as", afirmou Albina Assis Africano à Lusa, na sede da UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, em Lisboa, à margem de um evento que assinalou os 25 anos da Liáfrica - Liga dos Angolanos e Amigos de África e os 44 anos de independência do território angolano, que se completam no próximo dia 11.


A atual consultora do Presidente da República, João Lourenço, defendeu, porém, que a "Sonangol é uma empresa chave do desenvolvimento de Angola", considerando, por isso, que numa primeira fase, não "interesse privatizar".


Albina Assis Africano referiu que ainda não conversou com o chefe de Estado sobre o assunto, mas que está a pedir uma audiência com João Lourenço para falar sobre o tema privatizações.


"Era bom que as privatizações aproveitassem vantagens que no passado não tiveram", declarou.


Recordando que o processo de privatização, em Angola, começou quando estava no Ministério da Indústria, a consultora do chefe de Estado reconheceu que "esse processo não foi bem feito" na ocasião.


Agora, Albina Assis Africano defendeu que "devem ser privatizadas empresas do setor dos serviços, do ramo alimentar, das indústrias ligeiras".


O Governo angolano assegurou em setembro que o Estado continuará a deter a maioria do capital nas "empresas estratégicas" a privatizar, no quadro do Programa de Privatizações (ProPriv), que abrange um total de 195 empresas públicas a privatizar total ou parcialmente.


No evento, Albina Assis Africano, que é também comissária-geral das exposições internacionais, nas quais Angola tem vindo a reforçar a sua presença, apontou os esforços para a participação do país na Expo 2020, no Dubai.


O arquiteto Troufa Real, outro dos participantes na mesa redonda, que teve como oradora a ministra da Justiça de Portugal, de origem angolana, Francisca Van Dunem, falou do seu antigo projeto de sonho de construir uma nova capital em Angola.


O encontro, que contou com a participação de "angolanos e amigos de Angola", como disse o secretário-geral da UCCLA, Vítor Ramalho, teve também a presença de um outro ministro português, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, bem como do seu pai, o antigo ministro João Cravinho.


O presidente da direção da Liáfrica, Eduarda Ferronha, abordou a diáspora angolana, "em geral distante", e de uma comunidade de angolanos em Portugal muito forte, uns que vivem bem e outros que precisam de ajuda, assinalou.

 



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