Luanda - Os assaltos à saída dos bancos tornaram-se frequentes em Luanda. Nas últimas semanas, duas pessoas morreram depois de atendidos em duas agências do BFA, na Vila Alice e em Viana.

Fonte: JA

A primeira vítima, um cidadão de nacionalidade maliana, foi morto com disparos de armas de fogo, quando saía de uma agência do BFA, situada na rua Eugénio de Castro, na Vila Alice. Os meliantes dispararam à queima-roupa e, depois de se apoderarem do dinheiro da vítima, colocaram-se em fuga para local incerto.


A segunda vítima, identificada pelo nome de Ana Rosa Damião, de 47 anos de idade, foi alvejada com um tiro na cabeça, quando saía igualmente de uma agência do BFA, localizada nas imediações do Ginga Shopping, em Viana.


A vítima residia, há mais de 40 anos, na República da Namíbia e estava em Luanda para tratar de assuntos familiares. Os marginais fazem-se sempre transportar em motorizadas, vulgo moto rápida, para melhor escaparem, depois de cometerem o crime. Uns, disfarçados de clientes, actuam no interior dos bancos para detectar as potenciais vítimas.


Assim que o cliente recebe o dinheiro, o “olheiro” transmite a informação aos seus comparsas, que têm a missão de seguir a vítima e executar o assalto, apanhando todo mundo de surpresa.


“Os assaltos são tão rápidos e surpresos, que as pessoas ao redor, onde podemos incluir os agentes da Polícia Nacional, não conseguem reagir”, disse uma fonte.


A província de Luanda registou, durante o primeiro semestre deste ano, 12.772 crimes diversos, com uma média de 1.400, por cada município, o que corresponde a 70 crimes por dia.


O segundo comandante provincial da Polícia Nacional, Divaldo Martins, frisou que, de Janeiro a Julho de 2019, houve um aumento na ordem dos 320 crimes, comparativamente ao primeiro semestre do ano transacto.



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