Luanda - A empresária Celeste de Brito prestigiou o lançamento da obra Burla Tailandesa, de autoria do jornalista Paulo Sérgio, ocorrido na Sexta-feira, na Rádio Mais, na Urbanização Nova Vida, em Luanda.

Fonte: Club-k.net/Angop

A sua presença no evento surpreendeu os que participantes ao evento, uma vez que ela é uma das implicadas no processo. “Pude ver aqui a empresária Celeste de Brito esfolhar o livro diversas vezes. Em alguns momentos sorria e noutros franzia a cara”, declarou o jornalista Felisberto Filipe, um dos apresentadores da obra.


Segundo apurou o Club-k, ela é uma das pessoas implicadas nesse mediático caso que prestigiou o acto, anuindo ao convite que lhe foi formulado pela editora.


O livro que retrata o julgamento de um caso da tentativa frustrada de burla de cinquenta mil milhões de dólares, ocorrida em 2018.


O livro é da autoria do jornalista Paulo Sérgio que acompanhou de perto o processo e detalha ao pormenor informações a volta do caso, muito noticiado nos órgãos de Comunicação Social.


A obra mais do que uma longa reportagem jornalística narra os meandros de um julgamento em torno de um cheque de cinquenta mil milhões de dólares, possibilitando assim uma ampla compreensão do percurso do país sob a batuta dos dirigentes e as consequências sociais e económicas.


O livro é ainda um retrato daquilo que faz de Angola uma sociedade tão complexa que não consegue tirar partido de todo o seu potencial. Neste volume, o leitor terá ainda contacto com alguns documentos que ajudam a compreender o que o autor explica em linguagem miúda.


O autor faz uma viagem de forma histórico, onde revela que a burla começa a ser engendrada em 2014, com muitos encontros que aconteceram na Tailândia e em Angola.


Para Paulo Sérgio o livro trás consigo muitos elementos novos que ajudarão as pessoas a perceberem melhor os meandros da “Burla Tailandesa”.


Quanto ao objectivo do seu lançamento, o autor, em declarações à Angop, considerou ser um exercício para não deixar que um acontecimento de extrema importância a nível nacional se perdesse em páginas de jornais.


Já o apresentador do livro, o jornalista Felisberto Felipe afirmou que o autor traz referências que praticamente vão levar as pessoas a ter uma outra compreensão do que poderia ser o maior golpe em Angola, além do processo.


O livro, avança, poderá ser aproveitado pelos criadores de cinema, uma vez que a história é muito bem relatada, uma vez que o autor teve uma grande capacidade de discrição dos factos que aconteceram, às horas de viagens e os detalhes dos gastos envolvidos.


Felisberto Felipe disse ainda que os estudantes poderão fazer usufruto da obra, uma vez que fornece muitos subsídios que podem servir para realização de uma monografia ou tese.


Paulo Sérgio Baptista dos Santos nasceu em Luanda (no Rangel) em 1983. Formou-se em jornalismo no Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL).


Conta com uma licenciatura em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e de Relações Internacionais (CIS). Actualmente frequenta o segundo curso superior em Direito.


É jornalista há 15 anos. Conta com passagem na empresa de Comunicação e Marketing Elo-Comunicação, no Semanário Agora, onde foi editor de Sociedade, Chefe de Redacção da Revista Xietu Angola, é co-criador do jornal O Crime.


Desde 2 de Outubro de 2008 que faz parte do quadro de funcionário do jornal O PAÍS, tendo já exercido a função de Editor de Sociedade e é actualmente Chefe de Redacção Adjunto.

 



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