Luanda - O exercício do poder em Africa é complexo quando mais misturado pelo sentimento paternal e anti patriótico e apimenta o conhecimento "caso BNA" ou dos USD 500 milhões transferidos para uma conta de um suposto Fundo Fantasma que só mesmo os arguidos o conheciam.

Fonte: Club-k.net

A resposta dada em Tribunal ao Juiz da causa por José Filomeno dos Santos “Zenú” segundo a qual “se não fosse filho do ex-Presidente não estaria a ser julgado, aqui neste tribunal”, na verdade trata-se de uma resposta manhosa e mafiosa com o sentimento de tese de perseguição mas também pode ser bem respondida esta afirmação nos seguintes termos. “Se não fosse filho de ex-PR esta burla ao Estado angolano de transferir  500 milhões não teria pernas para andar”. Só aconteceu por causa de  uma gestão paternalista da coisa pública que se assistiu em Angola durante 38 anos.

 

É repugnante um pai e filho e os demais colaboradores próximos aceitarem envolverem-se numa burla ao Estado que ele próprio dirige que tem instituições ou estruturas próprias como serviço de segurança domestico e externo que poderiam ser usados como parte das estruturas da administração do Estado para alertar sobre a viabilidade ou não e a clareza do suposto Fundo e que poderia ter sido evitado a percussão desta intenção do grupo.

 

Quem governa para os filhos ao invés de governar para o povo esquece rapidamente os verdadeiros instrumentos da administração do Estado e se habilita a este vexame público por um lado e por um outro descredibiliza o Estado e consequentemente o país.

 

Governar para a família sem responsabilização pública é sem sombra de duvidas o troco merecido. Na verdade o ex-Presidente José Eduardo dos Santos teve este fraco no seu longinco governo e tem o mérito de não indicar outros bruxos da sua própria governação a não ser a sua família com quem governara anos a frio tornando-os os mais riquíssimos de África, da opulência, contra a pobreza de milhões de angolanos. A burla do caso BNA é a que veio a luz do dia porque aconteceu no fim do seu mandato presidencial e no começo do mandato do outro Presidente da República  que tem imprimido  praticas diferentes,  que em boa verdade procura corrigir o que esteve mal e melhorar o que esta bem.

 

Os erros que são apontados ao ex-Presidente neste particular de confundir os fundos públicos como se de propriedade da sua família se tratasse é comparado a uma panela que tinha mais azeite que água só para citarmos de coisas publicas transferidas para a esfera privada que revelaram um grau interminável de anti patriotismo sem igual que podemos rapidamente ilustrar.

 

1.Contratos de exploração da Baia de Luanda entregue aos filhos
2.Contratos de exploração de portos entregues a familiares e a “Kopelipa” e “Dino”
3.Doação do Canal 2 da TPA e da TPA Internacional
4.Empresa Semba Comunicação dos filhos que eram subcontratada pelo extinto órgão do governo GRECIMA
5.Empresa Brumangol do filho que inspecionava os produtos importados no país
6.Empresa de cimento Cimangola país entregue ao genro
7.Empresa de energia  que segundo Graça Campos esta ligada aos filhos de JES
8.Proibição de importação de cimento (negócio de Kopelipa) para facilitar a venda de cimento da empresa do genro.

 

Estas acumulações de riquezas provocou também guerra familiar quando o genro Sindika Dokolo queixou-se que o General Kopelipa estava a importar cimento prejudicando a produção da sua fabrica cimangola. Foi assim que JES aprovou um diploma limitando a importação de cimento no país, para agradar o esposo da filha.

 


Mas na verdade a historia do homem politico não calculista ou visionário sobre o dia seguinte pode terminar mesmo assim e tornar difícil em Africa quando o mal acantona e desarma as suas forças o exilio em Espanha pode ser merecido e o medo de revolta popular também esta neste meio por se terem transformado nos  donos disto tudo em Angola e Portugal segundo a obra do politico português Francisco Louça.

 

Um Presidente quando se torna autor moral e material de uma burla financeira cujo o alvo é o próprio Estado que dirige contra a falta gritante de escola, saúde, medicamento, mortes pela seca, fome há razões bastantes para terminar muito mal e com o desgosto do povo angolano que se consideram terem sido atirado no fogo da morte certa.

 

A burla que esta sendo julgada no final do ano de 2019 faz parte de uma génese de uma guerra familiar que engloba filhos e parentes próximos do ex- Presidente José Eduardo onde cada filho procurou  a todo custo quem mais teria acumulado primitivamente dinheiros públicos nas suas contas. Por isso, burlas contra o Estado angolano houve muitas cujas as vitimas foram as finanças públicas, a Sonangol, a Endiama o BNA, que sofreram vários golpes financeiros que nunca chegaram ao conhecimento de um simples cidadão ou do simples angolano mas era pratica recorrente de que era Presidente José Eduardo dos Santos, hoje é o caso que se diga o rei vai nú de “arquitecto de paz” a “arquitecto de burlas” ao Estado angolano.

 

Contra estes crimes não pode haver amnistia mas sim a mão pesada dos Tribunais.

 

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