Luanda - A seguir ao recuo da petrolífera nacional angolana em relação ao compromisso assinado com a instituição que supostamente garantiria a construção de uma das refinarias previstas e necessárias ao país, iniciou-se a proliferação de um cortejo de questões, fundamentalmente com o propósito de compreender a ocorrência, ou seja, em substância que deformidades teriam concorrido para inquinar o acordo.

Fonte: Club-k.net

Uma busca, não necessariamente exaustiva, destapou uma gama de elementos que ajudam a compreender a situação e alicerçar o princípio de que uma boa decisão, mesmo tardia, não deixa de ser a melhor decisão. Angola caminha a passos confiantes para uma estabilização da economia, suprindo necessidades onde elas são mais urgentes e, em particular, num país produtor de petróleo, é necessário toda uma indústria montada a jusante.


A decisão de se construir um sistema comunicante que inclua refinarias, depósitos nacionais, vias de transporte, portos de cargas e descargas de crude e refinados levou o país, através da sua petrolífera nacional, a assinar o contrato que garante a conclusão da refinaria em prazos faseados, com financiamento assegurado com base nos compromissos com o Estado. Um equipamento vital para a economia e para o desenvolvimento do país, pede dos parceiros em obras desta dimensão uma sólida robustez financeira ao nível de capitais próprios para assegurar a realização do projecto.


Não só é imprescindível, como também a demonstração da capacidade de execução das actividades essenciais no período acordado de 24 meses para conclusão da obra. As refinarias não aparecem com a naturalidade de um nascer-do-sol, exigem estudos técnicos suplementares (comercial e financeiro) para suportar a concretização dos projectos e a documentação para a aprovação do projecto de investimento privado à luz da lei nacional.


A parceria estabelecida entre a petrolífera estatal e agentes internacionais permitirá realizar o projecto com a celeridade que se impõe, por forma a reduzir as despesas do Estado relativas à importação de combustíveis.


Quando, entretanto, de uma empresa comprometida, por detrás de uma proposta manifestamente aliciante se revela um rasto de dúvidas; pouca experiência na área, encoberta por uma eficiente maquilhagem; relações económicas pouco consistentes e deficiente estrutura societária que garanta a solidez do projecto, e se a estes factores se associarem situações menos transparentes com as exigências contratuais e um horizonte tremido que não se encaixa nas expectativas constituídas nem nos anseios do país, inevitavelmente a prudência dispara os alarmes.


A história faz-se preparando o futuro, com a determinação de todos os angolanos e a confiança nos parceiros que desejem ajudar a construir o amanhã de Angola, e é nesse pressuposto que assenta a busca numa parceria perene.



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