Luanda - Moradores do bairro “Zona Verde” denunciam um estabelecimento comercial denominado “Asiatico Shopping”, situado na rua-3, do mesmo bairro, município de Belas, província de Luanda, de estar a comercializar produtos de origem chinesa com qualidade duvidosa ao consumo humano.

Fonte: Club-k.net
Na base das denúncias estão bens alimentares, e não só, como açúcar, arroz, óleo vegetal, bebidas comercializados por cidadãos de origem asiática, sem rotulagem em língua portuguesa, inclusive a data de caducidade em idioma estrangeira. 

A rotulagem (escrita) apenas em idiomas estrangeiras, em detrimento legal da língua portuguesa, a oficial em Angola, não permite ao consumidor ter informações sobre as características nutricionais, à forma de conservação, utilização e o tempo de vida útil, entre outras informações, dos produtos alimentares, e não só, embalados. Normas que o estabelecimento denunciado, sob gestão chinesa, não respeita em território angolano.

Ainda com base nas denúncias, o Club-K averiguou na mesma loja funcionários de balcão/caixa estrangeiros, que também não se comunicam em língua portuguesa para esclarecimento de dúvidas aos clientes sobre informações que os produtos apresentam. Estes comerciantes, do outro continente, fazem recurso a jovens angolanos, seus funcionários vigilantes, para indicação apenas da data de fabrico do produto, a única descrição numérica que aparece em português em todos os produtos.

Segundo Inês Costa, uma das denunciantes, teria comprado massa alimentar instantânea sem qualquer informação em língua portuguesa na embalagem do referido produto, sem que dela beneficiasse para alimentação, devido aos supostos “contrafeitos”.

“Todos produtos que este shopping vende é perigo para se comer, porque não sabemos a sua composição. Já comprei aqui massa instantânea acabei por deitar fora porque não cozia e ainda por cima ardia muito gindungo, algo que eu não tinha posto na panela”, denunciou a fonte a escassos metros da denunciada loja.

Para Bento Gabriel, estudante universitário no curso de comunicação social, a responsabilidade recai aos órgãos competentes de fiscalização, que, para ele, nada fazem na tomada de medidas a infractores como os do estabelecimento “Asiatico Shopping”, estando a infringir contra o direito do consumidor à vista das autoridades.

“Eu estudo aqui no ISIA bem à frente deste estabelecimento que só vende produtos chinês e escrito na língua deles. Para isso deveriam abrir somente para vender aos seus conterrâneos. Apelo ao Estado para virem fiscalizar isso”, apelou o estudante.

Contactado pela equipa de reportagem do Club-K Angola, respondeu o auxiliar do gerente máxima do referido minimercado, Armando Carlos, angolano, alegando não estar autorizado a falar sobre o assunto, uma vez que o seu superior hierárquico encontra-se de férias fora do país, à data desta reportagem.



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