Luanda - Que consequências tem para a economia angolana o arresto de contas bancárias e de participações de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo e Mário da Silva? Este é um bom ou mau sinal para os investidores? Trata-se “realmente” do “primeiro grupo económico de Angola” ou de um “gigante com pés de barro”? As respostas com o jornalista angolano Carlos Rosado de Carvalho neste programa Economias.

Fonte: RFI

O abalo no “império” de uma das empresárias mais ricas de África e filha do ex-Presidente angolano, com uma providência cautelar de arresto preventivo dos seus bens, tem, para já, “consequências mais psicológicas” e “introduz algum ruido, alguma intranquilidade e incerteza nas empresas, nos seus trabalhadores, nos seus clientes, nos seus fornecedores”. Porém, “não se prevê que as empresas possam fechar ou não possam pagar salários”, ainda que pouco se saiba sobre as contas exactas de cada uma, explica Carlos Rosado de Carvalho.


“A ser verdade, e a confirmar-se aquilo que está na origem do arrestoj, eu acho que é positivo para Angola e para os angolanos. Caso se confirme as denúncias do Estado e da Procuradoria-Geral da República, eu acho que é positivo e reforça, talvez, a confiança em Angola (…) e é um aviso para aqueles que também beneficiaram do erário público e é importante dizer que a Isabel dos Santos não é a única”, afirmou.



Em declarações à RFI, o marido de Isabel dos Santos e coleccionador de arte, Sindika Dokolo, disse que o Estado angolano estava a “assassinar o primeiro grupo económico em Angola”. No entanto, Carlos Rosado questiona se realmente é o primeiro grupo económico tendo em conta que esse “grupo” é opaco porque “nem Isabel dos Santos sabe dizer quantas empresas tem, qual é a facturação, quantas pessoas emprega”. Além disso, “quanto ao assassinato do grupo, depende em que condições foi criado porque se tudo estiver certo [a acusações da PGR] talvez seja um gigante com pés de barro”.

 



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