Luanda - Moradores da cooperativa o Lar do Patriota mostram-se preocupados com as acções do Administrador do distrito urbano, José Joaquim de Oliveira, acusando-o de estar a diligenciar no sentido da criação de um mercado informal no interior da urbanização, violando flagrantemente o plano urbanístico da circunscrição.

*João Cahamba
Fonte: Club-k.net

Os moradores temem as repercussões negativas para a segurança bem como para a manutenção urbanística do distrito urbano, acusando a administração do distrito urbano de, não apenas estar a promover uma actividade ilegal, como, ainda, de manter-se mais preocupada em amealhar alguns trocos, sem levar em conta o desenvolvimento harmonioso e sustentável, “não se coibindo de apoiar uma iniciativa a que eles deveriam fortemente combater”.

 

O distrito urbano do Lar do Patriota, uma das melhores urbanizações já desenvolvidas na província de Luanda, faz parte da Administração Municipal de Talatona. O administrador do distrito urbano, conforme afiançam as notícias, orientou a identificação de um espaço baldio, no qual estão já a ser desenvolvidos trabalhos para a instalação de um mercado precário.

 

A intenção de Joaquim de Oliveira, conforme foi relatado, é reforçar a arrecadação de receitas para a Administração, sendo esta a sua principal preocupação que, de resto, não leva sequer em conta a organização urbanística, tão pouco a segurança dos moradores da cooperativa muitas vezes ameaçada pela incursão de assaltantes provenientes dos bairros degradados ao seu redor, como o Bem-vindo, o Dangereux e o Onga,

 

O plano é, segundo refere a denúncia, fazer crer que a criação do mercado informal decorre de uma acção espontânea de populares, colocando, posteriormente, os serviços municipais de fiscalização a efectuar a cobrança de taxas diárias para benefício da administração municipal.

 

De resto, a administração do distrito urbano mostra-se inerte perante as notícias de ocupação ilegal de terrenos do distrito urbano do Lar do Patriota, ao ponto de não reagir aos apelos que lhe são direccionados, ou, no que é mais grave, às denúncias de envolvimentos de funcionários da administração municipal nestas mesmas ocupações ilegais.



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