Luanda - O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse que o caso das revelações de transações suspeitas e esquemas alegadamente fraudulentos de Isabel dos Santos não interpela o Governo, mesmo com os investimentos da empresária angolana no país.

Fonte: Lusa

“Eu não faço comentários porque este é um trabalho dos investigadores, é algo que tem a ver com Angola e não com o Governo de Cabo Verde, nós vamos acompanhando de uma forma interessada aquilo que está a passar-se”, começou por dizer o chefe do Governo cabo-verdiano, quando questionado pela agência Lusa à margem de uma cerimónia na cidade da Praia.

 

Mesmo com os investimentos que a empresária tem no país, através da empresa de telecomunicações Unitel T+, Ulisses Correia e Silva insistiu que o caso “não tem a ver com Cabo Verde diretamente”, mas sim com os investimentos que Isabel dos Santos tem em várias partes do mundo.

 

“Não é algo que interpela o Governo de Cabo Verde. Não tenho de fazer o papel de analista nem de comentador relativamente a essa matéria”, disse o primeiro-ministro.

 

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, também foi questionado sobre o assunto, mas escusou-se a comentar, dizendo apenas que é uma matéria que interessa a Cabo Verde, visto que tem a ver com “um país muito próximo e irmão”.

 

“O Presidente da República não pode estar a comentar notícias que têm a ver com fortunas, ou com os bens de uma cidadã angolana. Vamos acompanhando, vamos ouvindo as notícias, vamos formando opinião, mas naturalmente não podemos fazer comentários sobre esse assunto”, afirmou o chefe de Estado cabo-verdiano.

 

Em entrevista à agência Lusa em outubro, na cidade da Praia, Isabel dos Santos disse ter investido cerca de 100 milhões de euros nos últimos anos na economia cabo-verdiana, primeiro nas telecomunicações e depois nas finanças.

 

Também afirmou que está a preparar um investimento na economia digital naquele país, um setor prioritário para o Governo cabo-verdiano.

 



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