Lisboa - O marido de Isabel dos Santos também já reagiu à investigação do Expresso/SIC que dá conta que a sua mulher terá desviado mais de 100 milhões de dólares da Sonangol para o Dubai. Sindika Dokolo acusa o “hacker” português, Rui Pinto (na foto), de ser o braço armado do “complot” por detrás do Luanda Leaks de onde emerge essa investigação.

Fonte: Eco

Em entrevista à RFI, Sindika Dokolo defende-se e fala em perseguição política. O empresário aponta o dedo ao presidente João Lourenço e o antigo vice-presidente Manuel Vicente, e afirma que “o braço armado deste complô é Rui Pinto” — o hacker português por trás do Futebol Leaks e acusado pela justiça portuguesa.


“Nós sabíamos que várias das nossas empresas tinham sido alvo de um ‘hacker’ português. Estes documentos foram guardados e estão, hoje, a ser instrumentalizados para controlar por completo os nossos bens no estrangeiro. Eles utilizam os órgãos de comunicação social para manipular a opinião dos governos”, disse Dokolo.


O genro do ex-presidente de Angola, Eduardo dos Santos, à semelhança de Isabel dos Santos, também questiona o papel das autoridades de Angola neste processo. “É uma batalha que o regime pretende fazer em nome da luta contra a corrupção, mas ele não ataca os mandatários das empresas públicas acusados de desvio de fundos, ataca apenas uma família que opera no setor privado”, acusa Sindika Dokolo.

Segundo adianta o Expresso, Isabel dos Santos terá feito com que a Sonangol, petrolífera para a qual tinha sido nomeada presidente pelo pai quando este ainda era o chefe de Estado de Angola, transferisse pelo menos 115 milhões de dólares de fundos públicos para o Dubai. A notícia resulta de uma investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, do qual fazem parte o Expresso e a SIC.

 



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