Lisboa - O Presidente da República, João Manuel Goncalves Lourenço, está em vias de revogar o Decreto Presidencial n.º 6/20 que nomeou,  a semana passada,  o deputado do MPLA,  Sérgio Leonardo Vaz para o cargo de governador provincial do Cunene. O recuou foi baseado em advertências de que contra Leonardo Vaz pesam  antecedentes criminais que decorrem nos Tribunais em Angola.

Fonte: Club-k.net

PR com dificuldades de encontrar quadros  com a ficha limpa 

Por conta, disto, Sérgio Leonardo Vaz foi comunicado que não faria parte do grupo de novos governantes que tomou  posse na sexta-feira (24) da semana passada.

 

Em sua substituição, o Presidente João Lourenço tenciona nomear Gerdina Ulipamue Didalelwa como nova governadora da província mais ao sul do país. Gerdina Ulipamue Didalelwa é a Segunda Secretaria provincial do MPLA, membro do Comité Central e viúva do antigo governador António Didalelwa.

 

Anteriormente pensou-se  numa outra figura, Ovídio Pahula mas este foi logo colocado de parte por também pesar sobre si, um processo na Procuradoria da República junto ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) do Cunene por agressão, no ano passado, a um professor do complexo escolar Pitágoras, na cidade de Ondjiva.

 

Ao concretizar-se, a nomeação, de  Gerdina Ulipamue Didalelwa, deverá ser a primeira mulher a liderar o governo da Província do Cunene, uma região onde os homens tem a reputação de se recusarem mandados por  pessoas do sexo oposto.

 

Em Março de 2010, o então Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos viu-se obrigado  a devolver o cargo de Ministro da hotelaria e Turismo, a Pedro Mutindi depois deste ter-se recusado tomar posse como Secretário de Estado da Hotelaria e Turismo, numa condição em que teria como superior hierárquica, a  antiga Ministra do Comércio e do Turismo, Maria Idalina de Oliveira Valente.

 

Mutindi que nasceu na povoação de Montero na comuna do Umbe  não aceitava ter como superior hierárquico alguém do sexo oposto, uma vez que não sua terra natal   era visto como um soba. A referida nomeação, retirava-lhe autoridade junto do seu povo, no Cunene. 

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