Namibe - O meu entendimento é de que assumir cargos públicos ou políticos é um exercício de cidadania, pois antes destas funções cada cidadão tem a sua profissão (emprego) na vida.

Fonte: Club-k.net

Sendo exercício de cidadania assumir funções de Presidente da República, Deputado, Ministro, Governador, Administrador Municipal, Administrador Comunal ou outras a nível do aparelho do Estado, a eleição ou nomeação para estes cargos não devia ser motivo de festa ou tristeza tanto da parte do nomeado ou exonerado bem como da sociedade, porque estas funções são transitórias. Os homens passam as instituições permanecem. O importante seria cada um cumprir com o seu dever patriótico no âmbito da realização do bem comum, quando estiver a exercer estas funções.

 

Quanto às recém nomeadas a Vice-Governadoras endereço os meus parabéns, todavia a experiência política e a prudência me impedem fazer juízo de valor antecipado do que será o vosso trabalho, aliás, aprendi em Filosofia a prática é o critério da verdade, na dúvida não se age. Assim sendo prefiro suspender o juízo para dizer algo na hora certa, visto que a emoção e a razão não coabitam.

 

Pessoalmente não estou preocupado com o local do nascimento do Governador, Vice-Governadoras e outros que desempenham ou venham a desempenhar cargos públicos, pese embora admitir ser muito importante valorizar também quadros locais, porém o que mais me interessa é a resolução de problemas candentes que assolam a nossa província no que diz respeito ao saneamento básico, construção das estradas, distribuição de energia elétrica e água potável, assistência médica e medicamentosa, atração de investidores à nossa província para criação de postos de emprego para a juventude, influenciar o Governo Central para a construção da mediateca para investigação científica, o fomento da agricultura para se acabar com a fome na província, reconquistar e maximizar os ganhos na área da educação, distribuição justa e transporte de casas na centralidade da Praia Amélia e do 5 de Abril, criação de condições de trabalho dos Administradores Comunais e Comandos Comunais da Polícia Nacional, etc.etc.

 

O Namibe encontra-se estagnado quase todas vertentes durante muitos anos, em função desta realidade precisa de uma governação visionária, competente, pragmática, dialogante, participativa e inclusiva, pois a era de discursos vagos, arrogância, prepotência, tribalismo, regionalismo deve fazer parte do passado e todos devíamos nos engajar para o desenvolvimento da província, caso haja essa abertura dos cidadãos participarem em debates dos assuntos de interesse público.

 

Se governantes locais tiverem a noção de que governar é servir e não servir-se e em função disso trabalharem para o bem comum, terão o nosso apoio, mas sem perdermos a nossa identidade (oposição, nós não somos membros do Governo) do contrário continuaremos com a nossa luta contra à desgovernação, arrogância, prepotência, tribalismo, regionalismo, nepotismo, partidarização das instituições públicas etc.etc.(Amicus Plato, sed magis amica veritas/estimo Platão, mas amo mais a verdade).

CHEGA DE GOVERNAÇÃO TEATRAL NESTA PROVÍNCIA !

Moçâmedes, 28 de Janeiro de 2020

 

Deputado do Povo
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Sampaio Mucanda​​

 



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