Luanda – Mais de três mil vendedores que desde 2017 comercializam os sues produtos no actual “Mercado do Sabadão”, no distrito urbano da Caoop Velha, município de Cacuaco, acusam o antigo gestor de estar a instrumentalizar efectivos da Polícia Nacional e funcionários da fiscalização para obriga-los a regressar na antiga praça a qual não oferece as mínimas condições de venda.

Fonte: Club-k.net
O actual “Mercado do Sábado”, como também é conhecido, conta com uma gestão privada, pertencente ao Grupo Manico Henda.

Os vendedores que se recusam abandonar o mercado que tem como proprietário Manico Henda, afirmam que este oferece melhores condições de vendas e de higiene, ao contrário da “antiga praça do Sábado”, gerido por um suposto empresário identificado apenas por Maya.

Para coagir os feirantes a saírem do mercado afecto ao grupo Manico Henda, onde os vendedores dizem que estão melhor acomodados, o alegado empresário usa agentes da Polícia Nacional e elementos ligados à fiscalização de Cacuaco, para forçar os vendedores a aderir ao mercado do senhor Maya.

Na tarde desta terça-feira, 21 de Janeiro do ano em curso, um tumulto foi registado no “Mercado do Sabadão” entre efectivos da polícia e vendedores, devido a mais um acto que visava obrigar os vendedores deste mercado a irem para o mercado do senhor Maya.

Preocupados com a situação, os vendedores na sua maioria mulheres, sustentam que o antigo mercado não oferece as mínimas condições de trabalho: “A vendedora é livre, se quiser ir vai, mas não podem nos obrigar”, disse uma das vendedeiras, acrescentando que “lá não tem condições de trabalho e aqui estamos bem”.

Acusam os agentes da corporação de estarem a usar a força de forma desnecessária contra os vendedores.

O administrador do “Mercado do Sabadão”, Alfredo Bonifácio condenou o comportamento de muitos indivíduos, a quem apelida de bajuladores, que segundo ele, têm surgido no local com o argumento segundo o qual “o mercado vai sair a mando da administração municipal de Cacuaco, quando na verdade são argumentos enganosos”. De acordo com Alfredo Bonifácio, são informações falsas que têm por objectivo denegrir a imagem da gestão do novo mercado.

Em reacção, Isabel Capito, administradora do antigo mercado gerido pelo senhor Maya, reconheceu a falta de condições de venda do seu espaço sobretudo em tempo chuvoso, uma vez que ficava sempre inundado. Razão que motivou a transferência dos vendedores para o actual mercado, segundo disse, por tempo determinado com o pretexto de regressarem na antiga praça assim que fossem criadas as condições.



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: