Lisboa - O Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SNRA), órgão adstrito a PGR de Angola procedeu na manha desta terça-feira (11) a auto apreensão de imoveis – da segunda fase da centralidade do Kilamba - construídos com fundos públicos e que se encontravam em posse da China Internacional Fund (CIF), uma empresa registrada em Hong Kong mas que tem como principais  sócios, os angolanos (Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, Manuel Domingos Vicente, Leopoldino Fragoso do Nascimento), o francês Pierre Falcone, e o cidadão chines Xu Jinghua “Sam Pa”.

Fonte: Club-k.net

Tratam-se de imóveis orçados em 607 milhões de dólares norte-americanos, localizados a sul da Centralidade do Kilamba, projectados para dez mil fogos habitacionais. A segunda fase desta obra de construção  estava prevista arrancar no ano de 2017 na qual compreendia a actualização do plano director da Cidade do Kilamba, numa área total de 17,8 quilómetros quadrado na envolvente da primeira fase, 3,8 quilómetros situados a norte e 14 quilómetros a sul.


As obras   começaram inicialmente por via de um financiamento chinês e mais tarde “ficou” sob controlo das empresas dos generais  do circulo presidencial do   antigo Presidente José Eduardo dos Santos.  A figura que a quem o então Presidente  havia confiado (por via do Despacho Presidencial n.º 152/14) para dar seguimento a este projecto é António Teixeira Flor, um arquitecto da alta confiança do general “”Kopelipa”.


Confisco do edifício no Zango 0

 

Tal como aconteceu com a segunda fase da centralidade do Kilamba, o Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SNRA), procedeu igualmente, nesta manha, também com o confisco de vários edifícios no “Zango 0”, em Viana, com destaque ao  que acolhia antigos moradores do prédio da Cuca, no Largo do Kinaxixi, em Luanda.

 


As famílias que viviam no prédio Cuca, foram, transferidas para a nova centralidade construída no Zango, no ano de 2010, devido a uma enorme brecha no edifício, situação que colocava em risco a vida dos moradores. A brecha do edifício que levou a demolição do mesmo foi causada devido as obras de construção para o futuro centro comercial do Kinaxixi.


O entendimento  existente, segundo explicaram ao Club-K,  é de que tendo em conta que os moradores do antigo Prédio da Cuca foram desalojados por conta de obras  pertencentes  a privados, deveriam  ser os responsáveis do investimento a indemnizar as vitimas e não o Estado como aconteceu, em 2010.


Na altura, o Estado usou dois imóveis construídos com fundos públicos para alojar moradores do largo do Kinaxini. Um imóvel perto da escola do Anangola, no distrito do Sambizanga e outro no Zango. O entendimento que altos funcionários da PGR, tiveram é de que se tratou de uma pratica que constitui burla, razão pela qual decidiram recuperar estes imóveis públicos que foram usados para indemnizar danos provocados por interesses privados.


Anteriormente, as autoridades haviam também confiscado uma escola publica construída no “Zango 0” pelo Estado que estava igualmente perdido em mãos dos interesses do grupo de “”Kopelipa”.

 

 



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