Luanda - O coronavírus chegou oficialmente a Angola, num voo TAAG oriundo de Lisboa. Tivemos disso conhecimento, faz hoje 4 dias.

Fonte: Club-k.net

Ninguém sabe se não haveria antes algum outro caso, que não tenha até agora chegado ao conhecimento das autoridades. Se calhar, nunca se saberá ao certo. Mas esperemos que não.

Temos hoje 3 casos do novo coronavírus, apelidado Covid-19.


A razão de ser deste texto prende-se com o movimento de solidariedade para com as vítimas deste malfadado vírus, que começou já a formar-se e espero venha a generalizar-se para todo o país.

Registamos com agrado, as iniciativas pioneiras do Banco de Fomento Angola (BFA) e do Banco de Negócios Internacional (BNI), que puseram recursos financeiros à disposição das autoridades governamentais com responsabilidade na gestão deste dossier.


Seguem-se as Organizações Ritz, que disponibilizaram alojamento em hotéis, outras infraestruturas, equipamento médico e uma unidade sanitária.


Para além destas três entidades privadas e de várias associações empresariais, regista-se já o apoio de alguns cidadãos, que disponibilizam recursos vários e, também, apoio moral e psicológico (tão necessário em períodos de crise como este).

Vimos agora apelar aos demais cidadãos e entidades colectivas, que se juntem a estes pioneiros da solidariedade, disponibilizando recursos financeiros e outros meios que permitam uma maior cobertura de cuidados para com os doentes e (por outro lado) uma melhor prevenção, tendo em vista uma séria diminuição do ritmo de disseminação do vírus.

É preciso que cada um apoie com um pouco do que tem – desde recursos financeiros até mantimentos, passando por medicamentos, roupa de cama, material hospitalar e consumíveis.

O que se pode fazer?

1- Os bancos comerciais podem disponibilizar recursos financeiros, por exemplo, para aquisição de ventiladores.


Segundo dados obtidos em Lisboa, podem ser adquiridos ventiladores na China, ao preço unitário de 20 mil dólares (preço de fábrica, sem qualquer adicional).

Já a TAAG pode garantir um avião para a rápida chegada a Angola desses ventiladores.

 

Obviamente que isso exigiria também a solidariedade de uma equipa completa de tripulação.

2- Para além dos ventiladores, será necessário adquirir material para desinfecção de espaços públicos, em Luanda e nas demais localidades onde chegue o vírus.


Por exemplo, algumas empresas de saneamento poderiam encarregar-se desta matéria.


Mas outras empresas poderiam disponibilizar também recursos para este fim.

3- Em terceiro lugar, menciono em destaque as empresas petrolíferas e diamantíferas, que poderiam (por exemplo) encaminhar recursos para aquisição de equipamento médico e medicamentos, destinado a hospitais e centros de saúde de todo o país. Poderiam também participar no item 1.

4- A solidariedade das empresas de água e de electricidade deve, antes de mais, cingir-se ao fornecimento ininterrupto desses dois bens, uma vez que não se concebe haver falta de água ou de energia eléctrica neste período. Mas a sua solidariedade deve poder ser demonstrada no âmbito de qualquer dos itens relativos a empresas.

5- As empresas de telefones podem auxiliar, garantindo a cada utilizador do seu serviço um certo espaço em minutos para contacto de emergência ou contacto com familiares, todos os dias. Mesmo quem não tenha saldo, deve poder ligar durante 5 a 10 minutos por dia, sem pagar.


Do mesmo modo, as empresas de telefones e outras empresas de telecomunicações deveriam possibilitar a renovação automática dos planos mensais, para os clientes pagarem apenas à posteriori.

6- Outras empresas e associações empresariais podem apoiar a vinda de médicos e para-médicos a partir do estrangeiro, para além de apoio financeiro para aquisição de medicamentos e equipamento hospitalar.

7- Uma sétima área de apoio tem a ver com os sem-abrigo, que precisam da nossa solidariedade num período como este.


Para além de empresas, neste caso apelamos também à solidariedade por parte de igrejas e denominações religiosas, para além de supermercados e restaurantes.

8- A solidariedade a partir de supermercados, hotéis, bares, restaurantes, fazendas agrícolas e farmácias deve também dizer respeito às unidades sanitárias, onde estarão internados pacientes que venham a ser atingidos pelo Covid-19.


Os apoios podem ser prestados, não apenas em dinheiro, mas também em mantimentos, roupa de cama, água de mesa e medicamentos.

9- Devemos pensar também, a exemplo do que ocorre noutros países, em conseguir meios para colocar viaturas a disseminar informação áudio (sobretudo pelos bairros suburbanos das cidades e vilas) sobre o vírus, a forma como nos devemos prevenir e como agir no caso de o contrairmos. Esta informação deve ser redigida por comunicólogos, de modo que não haja necessidade de os destinatários pedirem para lhes ser traduzida a informação (como sucede com as mensagens enviadas por telemóvel, a respeito do vírus).

10- Não nos podemos esquecer de mencionar os corpos dos serviços auxiliares, como sejam a polícia, os bombeiros e o pessoal da emergência médica, que também precisam de algum apoio e atenção solidária.

Apelamos a cada um, no sentido de apoiar com um pouco daquilo de que dispõe, de modo a ultrapassarmos este período de aperto com menor dificuldade.
Só para percebermos o que queremos dizer com qualquer apoio, vejamos o exemplo de pessoas singulares:


– Se um milhão de pessoas encaminhar, cada uma, mil kwanzas, o resultado serão mil milhões de kwanzas arrecadados, ou seja, o equivalente a pouco mais de 2 milhões de dólares. Só esta participação permitiria adquirir, por exemplo, 100 ventiladores.

Para todos os efeitos, será necessário que a comissão interministerial encarregue da gestão desta matéria abra uma conta bancária que se destine ao apoio solidário por parte de instituições públicas e privadas, para além de cidadãos anónimos.


E tem de possuir uma equipa para gestão logística de todos os meios que sejam encaminhados no quadro da companha de solidariedade que aqui propomos.

Mobilizemo-nos, pois, numa ampla frente de solidariedade contra o Covid-19.


Juntos!



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: