Lisboa - Uma médica que alertou o mundo para a pandemia do novo coronavírus está desaparecida. A notícia foi avançada pelo “60 Minutes Australia” e, segundo vários órgãos de comunicação, pode agora estar detida e a sofrer represálias.

Fonte: MSN

No final de dezembro, Ai Fen, diretora do Departamento de Emergência do Hospital Central de Wuhan, recebeu vários doentes com sintomas de gripe, mas após vários testes não havia dúvidas, tratava-se do vírus que agora conhecemos como SARS-CoV-2. A médica fotografou as análises e enviou para colegas que trabalhavam noutros hospitais e a imagem tornou-se viral entre a comunidade médica.

 

Víamos cada vez mais pacientes a entrar e percebemos que o risco de propagação estava a aumentar. Sabia que devia estar a haver transmissão entre humanos”, afirmou Ai Fen.

 

Nesse mesmo dia, a médica de Wuhan recebeu uma mensagem do hospital que informava que “não devia ser divulgada a informação para evitar o pânico”. Dois dias mais tarde, foi chamada ao Comité de Inspeção e Disciplina da unidade hospitalar e repreendida por ter “partilhado rumores e criar instabilidade”.

 

Mas Ai Fen decidiu continuar a denunciar a situação que se estava a viver, principalmente quando esta piorou. A médica acabou por dar uma entrevista a um órgão de comunicação onde alertava a comunidade médica para um vírus parecido à SARS, mas esta acabou por ser apagada das redes sociais pelas autoridades.

 

Quando a doença se disseminou pela China e começava a chegar a outros países, Ai Fen não poupou nas críticas, voltou a falar e publicou um artigo na revista Renwu. Este também foi eliminado das redes sociais pelas autoridades, mas várias pessoas replicaram-no utilizando código morse ou emojis e divulgaram-no nas redes sociais.

 

Se eu soubesse o que ia acontecer, não me teria importado com reprimendas. Tinha falado disto, fosse com quem fosse, onde pudesse”, afirmava a médica.

 

Ai Fen está desaparecida pelo menos há uma semana e não há qualquer sinal do seu paradeiro.

 



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