Lisboa – Até o mês passado, o ministro do interior, Eugenio Cesar Laborinho, estava a ser identificado como o quadro a quem o Presidente João Manuel Gonçalves, mostrava-se inclinado para o colocar no comando da Casa de Segurança, substituindo o Ministro de Estado, Pedro Sebastião. No cenário atribuído ao PR, a pasta do interior, seria por sua vez, preenchida por um oficial com as características do comissário-chefe, Alfredo Eduardo Manuel Mingas “Panda”.

Fonte: Club-k.net

PR quer-lhe distante dos negócios privados 

No seguimento de apreciações internas, foram notadas em João Manuel Gonçalves atitudes de recuo relegando a agenda de alteração do figurino da Casa de Segurança para uma outra temporada. Nas remodelações feitas ao nível dos Ministros de Estado, substituiu apenas o Chefe da Casa Civil, Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso, por Adão Francisco Correia de Almeida, até então Ministro da Administração do Território e Reforma do Estado.

 

De acordo com considerações, o “congelamento” da sua elevação a chefia da Casa de Segurança, foi paralelo a advertências chegadas ao gabinete presidencial de que estaria enquanto ministro a ter dificuldades de apartar-se de atividades empresariais envolvendo uma empresa familiar  de  Transportes e Logística.

 

O Presidente João Manuel Gonçalves, é segundo pesquisas, favorável que os seus ministros se abstenham de actos de gestão de negócios privados enquanto estiverem ao serviço de responsabilidades no aparelho de Estado. Sobre Laborinho, teriam circulado informações de que chegou a usar o seu gabinete no ministério para atender empresários em detrimento das suas ocupações institucionais. À João Lourenço, segundo apurou o Club-K, são-lhe atribuídas ainda algumas reservas quanto a projeção de Eugenio Cesar Laborinho, para a Casa de Segurança, apesar de apreciar nele pragmatismo como se entrega nas tarefas que lhe são confiadas.


Com uma carreira feita na Segurança de Estado e mais tarde nos sector dos bombeiros de Angola, o tenente-general Eugenio Cesar Laborinho, fez parte de um grupo de jovens que ao tempo do partido único foi despachado para Londres cursar técnicas de segurança ligada ao Combate ao Tráfico Ilícito de Diamantes. Mais tarde estudou psicologia. É referenciado como sendo da consideração do actual Chefe de Estado sendo que ambos tem interesses que se cruzam. Laborinho é por intermédio da empresa Kilate, sócio da família Lourenço num consorcio de exploração de ouro na província da Huíla, o consórcio Sociedade de Metais Preciosos de Angola (SOMEPA).

 



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