Luanda - Recentemente, a violenta ocorrência praticada pelos policiais brancos americanos levou à morte do afro-americano George Freud, refletindo a discriminação racial generalizada de longa data nos Estados Unidos. O incidente causou protestos em larga escala contra a discriminação racial nos Estados Unidos e não só, Governos e meios de comunicação de todo o mundo apresentaram-se para criticar o racismo, diversas campanha, protestos contra o racismo apareceram no Canadá, Grã-Bretanha, Austrália e nos países africanos.

Fonte: Club-k.net

Figuras de todas as esferas da vida nos Estados Unidos apresentaram-se para condenar a discriminação racial e o "excesso de limite" praticado pelos agentes de policiamento americano, tais como: Carter, Clinton, George W. Bush e Obama, todos emitiram declaração a condenar o racismo e criticar o governo dos EUA por não responder correctamente às necessidades sociais. Ministros e elites de todas as classes da sociedade apresentaram-se para condenar o racismo, incluindo Pelosi, o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, e Biden, o candidato democrata à presidência. Como alto funcionário do governo dos EUA e seguidor mais leal de Trump, Pompeo não disse nada até ao momento. A falta de expressão do político é na verdade uma atitude: a partir de suas palavras e ações como Secretário de Estado, pode-se ver que Pompeo é um racista supremacista branco, e é justamente porque os Pompeo's continuam a incendiar conflitos sociais e criar barreias sociais. A cisão torna o supremacismo branco ainda mais proeminente nos Estados Unidos, e desde então as ocorrências similares à morte de Freud estão a ocorrer repetidamente.

 

Até os tumultos espalharem-se pelo todo o país, as críticas e protestos generalizaram-se por toda a comunidade internacional, Pompeo ultimadamente, instruiu a embaixada dos EUA na África a abordar sobre a situação e expressou sua oposição anti-racismo. Mas o povo africano não está a ser tão facilmente enganado. Eles descobriram que, após a morte de George Freud, nem o Conselho de Estado nem as embaixadas sob a liderança de Pompeo fizeram alguma declaração neutra e realista. O verdadeiro objectivo deles é acalmar a raiva internacional e redenção da imagem dos Estados Unidos no mundo internacional, e não contra a discriminação racial.

 

Os países e o povo africano há muito tempo entenderam que o comportamento racista de Pompeo. Como diplomata-chefe dos Estados Unidos, Pompeo visitou a África pela primeira vez em fevereiro deste ano e visitou os três países africanos numa curta estadia de três dias, de Senegal, a Angola e Etiópia, lê-se o desprezo interior de Pompeo. Na véspera de sua visita à África, Pompeo tem pressionado o governo dos EUA a impor restrições de viagem a países muçulmanos, incluindo 4 países africanos.


Durante sua visita à África, Pompeo não teve respeito pelos países e governos africanos. Em Janeiro de 2018, quando os líderes norte-americanos abordaram suas políticas anti-imigração, classificaram o Haiti e os países africanos negros como "países de merda", o que causou alvoroço em todo o mundo. A primeira viagem de Pompeo à África não referenciou nem pediu desculpas por isso, ele simplesmente não se importou com os sentimentos do povo africano, porque também se opunha contra a imigração da raça negra.

 

Pompeo interferiu continuamente nos assuntos internos dos países africanos. Culpar os países africanos por corrupção política e violações de direitos humanos, indicar a proposta correcção constitucional da África do Sul com fim de manter os direitos e interesses da raça negra, criticar o Zimbábue, a Tanzânia e outros países pela experiência socialista, insinuaram a completa falhança.


Pompeo também acusou a cooperação de África com outros países. Parece que os governos e líderes africanos não são tão inteligentes quanto Pompeo, e o povo africano não é capaz de liderar com os interesses de seus próprios países. As acusações de Pompeo obviamente não são para o benefício dos africanos, mas para o medo de que outros países tenham mais influência na África. A tentativa de monopolizar nos assuntos africanos, nomeadamente nas trocas económicas, a cooperação estrangeira dos países africanos deve, no entender dele, primeiro com os Estados Unidos antes de dar oportunidades a outros países.

 

A África é grande, com um grande número de países e população, o desenvolvimento geral ainda é relativamente atrasado. Do ponto de vista dos interesses dos países africanos, a África precisa cooperar com todos os países do mundo, incluindo Estados Unidos, Europa, Japão, China e Rússia, desde que que possa promover o desenvolvimento dos países africanos, criar oportunidades de emprego para o povo africano, é uma boa parceria para a África sair da pobreza.


É compreensível que Pompeo queira manter e expandir a influência dos Estados Unidos na África, mas não possa prejudicar os interesses dos países africanos, dificultar a cooperação dos países africanos com outros países e impedir que os países africanos obtenham ajuda de outros países. Pompeo pode muito bem incentivar as empresas americanas investir mais, mais financiamento privilegiado e mais assistência à África. O direito ao desenvolvimento é o direito básico e urgente do povo africano. Pompeo só sabe apontar os dedos, sem respeita os direitos de desenvolvimento autónomos do povo africano e não se sinta a empatia dos sofrimentos do povo africano.


O quão racista, mas corre pelo mundo a acusar falta de direitos humanos noutros países, a ensinar outros a melhorar os direitos humanos. A hipocrisia e padrões duplos são realmente irônicos. Os afro-americanos são discriminados nos EUA e a situação de perseguição não se melhorou há décadas desde movimentos pelos direitos civis. Se altos funcionários americanos, como Pompeo, realmente se preocupam com os direitos humanos e esperam melhorá-los no mundo, devem promover reformas políticas e sociais nos Estados Unidos, eliminando primeiramente a discriminação contra afro-americanos, depois disso é que promove a boa imagem do tal.


* Supervisor de Segurança
Data: 16/06/2020

 



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