Lobito – O presidente do conselho de administração do Grupo Gema, José Leitão, afirmou hoje, na cidade do Lobito, província de Benguela, que o projecto da unidade fabril “Palanca Cimentos” visa dar cobertura às necessidades de reconstrução nacional.
 
 
Fonte: Angop

 
“A opção pela indústria de cimento, além de constituir uma visão estratégica dos accionistas do projecto, também é uma necessidade numa perspectiva mais ampla de cumprir com as orientações do Governo em dinamizar a produção de materiais de construção”, disse José Leitão na cerimónia de lançamento da 1ª pedra para a construção da fábrica “Palanca Cimentos”, a situar na comuna da Hanha do Norte, município do Lobito.
 
 
 
Segundo o gestor, o projecto pretende associar-se a outras iniciativas em curso no país, que têm por finalidade a redução das importações dos materiais, a consequente redução dos preços e fomento da habitação para fazer face à demanda.
 
 
 
O presidente do Grupo Gema salientou que o projecto de construção da fábrica data de 2005, mas conheceu muitos obstáculos, entre os quais o afastamento de um dos accionistas (um grupo americano), que demonstrou incapacidade financeira já depois do projecto ter sido aprovado pelo Conselho de Ministros.
 
 
 
“Esta situação levou ao grupo Gema a procurar alternativas no mercado e do trabalho desenvolvido resultou a reconstituição do consórcio, cujos membros são a Escom (portuguesa), Camargo Correa (brasileira) e Grupo Gema (angolana). O projecto foi novamente submetido à ANIP e esta por sua vez submeteu ao Governo que o aprovou em Maio último”, esclareceu.
 
 
 
Disse que os accionistas vão desenvolver todos os esforços, sobretudo financeiros, para que todas as etapas do projecto possam executadas dentro dos cronogramas de actividade.
 
 
 
Salientou que a unidade fabril vai primar por uma produção de qualidade para satisfazer as necessidades locais e do mercado externo.
 
 
 
O projecto “Palanca Cimentos”, avaliado em 430 milhões de dólares norte-americanos, é um consórcio constituído pelo Grupo Gema (angolano), com 40 porcento de participação, Escom (portuguesa), com 30 porcento e Camargo Correa (brasileira), com 30 porcento. As obras para construção da unidade fabril arrancam dentro de quatro meses (Novembro próximo) e terão a duração de 36 meses.
 
 
 
Quando entrar em actividade, a fábrica começará com uma produção de 1,2 milhões de toneladas/ano, capacidade que poderá ser aumentada para 1,6 milhões quando estiver a funcionar em pleno.
 
 
 
 
Pelo menos 550 postos de trabalho directos poderão ser criados quando a fábrica entrar em funcionamento.
 
 
 
Segundo estimativas do mercado, o país tem défice de produção de cimento na ordem dos quatro milhões de toneladas/ano.
 
 
 
Actualmente estão em funcionamento a Sécil Lobito e Nova Cimangola em Luanda, com uma produção que não chega a dois milhões de toneladas/ano.



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