"Não posso comentar em detalhe as decisões feitas pelos angolanos", afirmou, em resposta a uma questão da Agência Lusa durante a conferência mensal do primeiro-ministro britânico na sua residência oficial, em Downing Street.

"Quanto às investigações e acompanhamento das eleições", acrescentou, "penso que isso é um assunto para a comunidade internacional".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros já havia aprovado, na segunda-feira, as conclusões da Missão de Observadores da União Europeia às eleições legislativas em Angola, concordando "tanto com as negativas como com as positivas", afirmou então uma porta-voz à agência Lusa.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros [britânico] apoia as conclusões do relatório rigoroso e equilibrado da Missão de Observadores da União Europeia, tanto as negativas como as positivas", referiu a porta-voz.

Citando o relatório, a porta-voz da diplomacia britânica disse que "Angola consolida os seus compromissos com a paz e dá um passo importante no caminho da democracia com uma elevada participação e um processo eleitoral calmo".

No entanto, sublinhou que o escrutínio "revelou fraquezas de organização e inconsistências processuais no dia de eleição".

Na opinião de Thomas Cargill, especialista em assuntos africanos do instituto Chatham House, a ausência de comentários mais extensos do governo britânico às eleições angolanas é um reflexo da pouca atenção que o país africano tem merecido.

"O interesse político em Angola tem sido limitado, o que penso ser uma pena", lamentou, em declarações à Lusa.

Todavia, também refere que "neste momento, o primeiro-ministro [Gordon Brown] tem enormes problemas a nível doméstico e internacional, nomeadamente as questões da Rússia e da Geórgia".

"Mas a triste realidade é que o Reino Unido tem dado pouca atenção aos assuntos africanos em geral e a questão de Angola é uma consequência disso", concluiu Cargill.

Fonte: Lusa/Fim



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